
Orquídea em Punta Uva
Dia 16 de abril, noite…
A festa ontem ficou pra outro dia, tava pregadaço, e ficamos só de papo com um grupo de israelitas. Há mais de vinte aqui em “Tranquilo”, um pessoal extrovertido e divertido. As meninas israelitas são muito simpáticas e bonitas ! Mais tarde um pouquinho, chegaram as duas inglesas, gente finíssimas que havia encontrado em Montezuma, a Alexa e a Haley (igual ao cometa...). Aliás, encontrei um montão de gente que já havia encontrado antes, desde a Nicarágua. Parece que a galera faz meio que uma via sacra, passando pelos melhores lugares em cada país, e todos acabam se encontrando novamente. Eu e Haley ficamos montando um castelo de cartas que, por sinal, caiu várias vezes até que conseguimos terminar. “BLOODY HELL”, reclama a Haley, “faltaram cinco cartas pra terminarmos! Tiramos fotos e pratiquei bastante o sotaque inglês… tão bonitinho!
No dia 17, depois daquele cafezinho básico, o programinha de praia. Na parte da tarde retornamos ao hotel onde encontramos o Walter, aquele holandês que havíamos encontrado em Montezuma. Nós nos juntamos a ele e às inglesas e cozinhamos um rango, e por ali mesmo nos quedamos. Já era 11 da noite quando resolvi empacotar as coisas pra sair de madrugadinha, bem cedo, de viagem em direção à costa do Caribe a um lugar chamado Puerto Viejo de Talamanca, a uns 60 km da fronteira com o Panamá. Amanhã, dia 18, é aniversário da Sarah, a Canadense que conhecemos em Montezuma. Ela irá celebrar em Puerto Viejo e resolvemos nos encontrar por lá.
Dia 18, 4:30 da matina.Levantei com o despertador e fui fazer um café. Heidi ainda ficou de bobeira no quarto porque é uma grande “Schlaft Mutzer” ou “Sleepy head” ou Dorminhoca. Amarrei tudo na moto e às 5 e pouquinho pegamos a estrada em direção a Paquera, onde tomaríamos o ferry das 6 para Punta Arenas. Mas, chegando lá, eles haviam cancelado o das seis e tivemos que esperar até as oito, o próximo. Lá mesmo no porto tomei um café da manhã bem reforçado e típico da América Central: Gallo Pinto (uma mistura de arroz com feijão preto bem sequinho), ovos mexidos e torradas.
Sentado na sombra, esperando o horário do ferry, conheci uma galega de Cape Cod, Massachussets, que já estava na Costa Rica há mais de 6 meses e, por isso, sua jornada havia chegado ao fim. O dia estava espetacular e fiquei no lugar mais alto do ferry, só curtindo a paisagem. Aí se aproximou um grupo de cinco tiozinhos do Wyoming e começaram a bater papo comigo. Eram todos motoqueiros, mas nunca se aventuraram pras bandas de cá. Ficaram todo o tempo de duração da viagem fazendo perguntas sobre os países e dificuldades pelas quais passei, porque estão programando retornar com suas motos, no próximo ano. Trocamos endereços de e-mails e tiramos fotos.
Partimos em direcao a San Jose, uma cidade bem grandinha e moderninha em relação às outras trocentas que cruzei na Costa Rica. Mas também não é lá grandes coisas não. Depois de conseguir informação decente para meu destino, achei a estrada Braulio Carillo que vai até Limon, e essa foi a melhor estrada que encontrei por aqui. Apesar de ser simples, tinha pelo menos um acostamentozinho! Putz... muita carreta a 10 km/h e ultrapassagens foram, na maioria das vezes, um pouquinho chatas. Quando chegamos aos limites do Parque Nacional Braulio Carillo….WAW!!!!!!!! uma região de montanhas imensas, cobertas pelas mais densa floresta tropical que há no país. Uma das pessoas a quem pedi informação aconselhou-me a não ficar parando na estrada pra sacar fotos porque era perigoso, pois, os malandros ficam de butuca nos lugares mais bonitos e panorâmicos só pra limpar a turma. Então, acabei não tirando nenhuma foto na estrada. Mas, a paisagem e tão deslumbrante que vocês não fazem idéia. Samambaias tão grandes que - sem exagero – a gente poderia fazer o teto de uma cabana usando só uma meia dúzia de folhas dessas samambaias. (Imagens disponíveis no Google Images… maravilhas da internet!) Infelizmente não vou ter a oportunidade de retornar pra fazer um hike até um hotel no ponto mais alto do parque, onde há um alojamento em se podem alugar redes ou dormir em colchonetes no chão. Segundo o Guia da Discovery (Lonely Planet), os guardas florestais não permitem que se inicie a trilha depois de 10 da manhã porque, em média, leva-se 8 a 10 horas pra alcançar o alojamento, principalmente porque todos os mantimentos e água têm que ir na mochila. Talvez na próxima!!!
Às 5 da tarde,chegamos a Puerto Viejo de Talamanca e fomos ao hotel que Sarah havia nos informado; chama-se Rocking J’S, e pertence a um americano muito doido do Arizona.





No dia 19, pela manhã, já acordei e fui dar um pulinho no mar, que fica aqui em frente e é cheio de corais e piscininhas, mas não é muito bom pra nadar.

Dori teria inveja...





Hoje já é domingo, dia 22, (Domingão!) e os últimos três dias foram quase um replay dos anteriores; praia, sol, água, frutas e muito papo com muita gente que ainda nem sei o nome. Aqui no Rocking J’s é um ótimo lugar pra se encontrar pessoas: durante a noite tem fogueira (feita pelos funcionários...) e uma cantinazinha que ta sempre cheia, todas as noites, onde o som come solto.

Tive que esperar uns 10 minutos antes que conseguisse comer algo, mas, assim que tive condições… COME, COME, COME... pra esquecer a dor. Exxxxcelente, tinha rango de todo tipo: comida típica caribenha, tailandesa, árabe etc. Saí de lá triste de tanto comer. Voltamos ao hotel e às 9:30h já estávamos todos fazendo meia noite. Vou voltar a escrever somente de Bocas Del Toro, uma ilha no Caribe Panamenho. Amanhã cedinho Heidi retorna pra Guatemala porque tem que encontrar a Bettina e tomar o avião de volta para Alemanha, e eu me vou mais uma vez solo. Vou sentir falta dessa maluquinha! O lado bom e que já tenho lugar pra dormir em dois lugares diferentes da Alemanha..hehehe!!! Fuiiiiii Segundona, dia 23, acordamos às 5 da matina, pois ia levar a Heidi ao “centro” onde pegaria o ônibus de retorno a San Jose. Ficamos ali de papo até que o ônibus chegou, em cima da hora. Tiramos umas fotos e nos despedimos; Heidi chora de lá e me emociono também. “ Girl, you are a sweetheart, and I hope to see you soon, I’ll miss my travel companion, crazy, wonderful girl you are!!”



