sábado, 10 de março de 2007

Guatemala 10/03

Hoje acordei às 4:30 da manhã, sai junto com um Grupo e fomos ver o nascer do sol no alto do templo IV. Infelizmente, a neblina não ajudou, mas, no caminho vi um batalhão de vaga-lumes gigantes criando um festival de luzes. Trata-se de um tipo diferente dos que estamos acostumados a ver no Brasil; este é bem maior e, além da luz amarela na barriga, tem duas outras luzes verdes no alto da cabeça. Depois de 25 minutos de caminhada, chegamos ao templo e, por uma estreita escada de madeira, subimos lentamente até alcançarmos o topo, A neblina era grossa e espessa.

Assim que começou a clarear começaranm rugidos altíssimos, de todos os lados. Meio tímidos e poucos inicialmente, foram aumentando até que centenas deles, em diversos níveis de som, deixaram-nos espantados com o volume. E assim foi por mais ou menos uns 30 minutos. Tais rugidos, tão altos, fizeram, a principio, com que todos pensassem que eram os jaguares, pois, existem cinco espécies diferentes no parque. No entanto, pra surpresa de todos, o guia nos informa que são de macacos pequenos que têm as cordas vocais de um leopardo. Gravei tudo na filmadora e agora tenho que descobrir como passar pro computador.

Quando a penumbra vai diminuindo e o sol desponta no horizonte, como se fosse outro (dos muitos...) passe de mágica, os macacos se calam, todos ao mesmo tempo, e começam a cantar os pássaros. Logo clareia mais e podemos avistar tucanos, macacos-aranha e dezenas de outras aves. Foi divino!

Caminhamos em um grupo de mais ou menos dez pessoas e o guia passava toneladas de informações sobre os Mayas. Explicou que o povo só passou a ser chamado maia porque, quando Hernan Cortez chegou à região, tentou se comunicar em espanhol e os nativos respondiam: “Ma-ya” (intonacao no ya), o que significa “Não entendo”. E assim ficou. O povo que foi encontrado aqui, nas cidades, chamava-se “tzea” e já não eram Mayas puros porque, 800 anos depois de Cristo, a cidade de Tikal foi abandonada pelo seu povo devido à falta de água e infertilidade do solo. E esses problemas ocorreram por causa da mistura dos Mayas originais com as culturas Asteca e Tolteca; mudaram sua forma de cultivo e, com desmatamentos e queimadas o solo, a região tornou-se infértil e a água escassa. Aliás, a falta de rios e riachos foi uma das coisas que me chamou a atenção. A mescla do povo Maya também fez a cultura passar de monoteísta a politeísta, descaracterizando-o. E o império foi-se acabando por falta de recursos e perda da antiga identidade que havia preservado a região.

A cidade de Tikal tem sua origem em torno de 800 aC e foi abandonada 900dC. Como disse anteriormente, é a maior cidade arqueológica conservada do planeta. São 10.000 estruturas, compostas por seis grandes templos principais; pelos “palácios” de pedra, onde viviam os ricos; pelas casas de cedro e piaçava dos pobres que, por isso, não existem mais. O parque existe desde 1979 e foi tombado pela UNESCO. A área acessível do parque representa somente cerca de 6% de toda a área de 576 quilômetros quadrados de uma natureza exuberante e fauna abundante. Agora entendo porque meu camarada George (meu instrutor de mergulho de San Pedro) possui 700 e tantos hectares de terra aqui, onde instalou sua ONG para preservação da fauna e ensino aos nativos de como cultivar sem estragar a terra… é porque e lindo aqui!

TIKAL e a segunda maior cidade Maia que já existiu, a primeira se chama: EL MIRADOR, cuja praça central é do tamanho de três campos de futebol. É muiiiiiittttooooo maior! Agora vem a parte melhor: os guias daqui organizam, uma vez por mês ou a cada três semanas, uma expedição a El MIRADOR, porque não existem estradas e são três dias de caminhada na mata até alcançá-la. Gastam-se dois dias pra conhecer e então se retorna. Eu Quero!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Você paga a bagatela de 250 dólares, preço que inclui, barracas, comida, bebida e transporte de 4x4 por um pedaço que leva ao acesso mais próximo. Dá pra imaginar? Tem os chicanitos que carregam toda a tralha, o turista tem só que ir! Montam as barracas e tudo mais! Infelizmente dizem que a próxima só irá sair no próximo sábado, daqui a uma semana, e acho que não vai dar pra esperar! Buáááá!! Mas, ainda há esperanças, que uma saia amanhã, vamos ver. Se eu sumir, vocês já sabem, ou estou a caminho de El Mirador ou fui comido por uma onça! Fêmea de preferência!

OBS: Bruno também é cultura: El Mirador e a cidade Maia maior e também a mais antiga, datando de 1500 AC.

Bom, nesse grupo conheci alguns franceses, um espanhola que está viajando a América Central sozinha. Chama-se Sara, tem seus 30 anos mais ou menos, e uma Argentina, a Maria. Os franceses Laurent, Gwen e Silvan são um barato. Tinha uma turma de Copenhagen também. Estão todos em FLORES, a cidade mais próxima daqui, a 63 Km. Hoje vou encontrá-los lá, mais à noite. Mais tarde vou procurar ver minha rota daqui por diante, ainda não sei… nem mapa tenho ainda, acreditem ou não!

Ei-los...
Depois de voltar de minhas caminhadas pelas ruínas, retornei ao quarto onde dormi um pouco, pois, na noite passada fiquei acordado até tarde A noite estava perfeita e no pátio do restaurante conheci um guatemalteco, o Ricardo, dois garotos que trabalham no restaurante e um canadense, o Larry que, sentado a uma mesa com uma garrafa de rum guatemalteco, tocava, aliás, arranhava um violãozinho… Ele é aposentado da guarda costeira canadense, e agora passa a vida viajando por aí. Ficamos bebendo e tocando até as duas da manhã, quando pedi arrego e fui dormir porque tinha que acordar cedo.

Depois que acordei, da minha ciesta, tomei um banho e fui comer algo no restaurante do hotel mesmo, onde conheci um grupo de americanos da Pensilvania, todos entre 20 e 30 anos de idade que estão fazendo trabalho voluntário em escolas da região. Uma turma bem legal e animada também, mas que não vou ter a chance de conhecer melhor porque saio cedinho amanhã.

Fui a Flores encontrar meus novos amigos. Flores é uma pequena ilha localizada em um lago imenso do qual não me lembro do nome agora. É simplesmente linda, com ruas estreitinhas, cobertas de bloquetes de cimento, com restaurantes e bares muito charmosos e aconchegantes. Parecida com Tiradentes, em Minas, porém aparência mais caribenha do que colonial portuguesa.

Dirigi por quase uma hora, passando por pequeninas vilas no caminho, à beira da estrada onde o maior movimento, invariavelmente, era ao redor das igrejas Evangélicas em todas as três vilas por que passei. Todos muito bem arrumados, crianças vestidas com a mesma roupa, senhores de terno etc e tal! Além da igreja, os únicos outros lugares em que se viam pessoas eram nos botequins na beira da estrada, onde os locais jogam bilhar, escutam música e, lógico….. bebem!

















Assim que cheguei a flores me deparei com um grupo de motoqueiros da cidade da Guatemala; um com uma Suzuki V-Stom e mais duas BMWs. São, no total, seis pessoas; quatro homens e duas mulheres. Uma turma muito animada que ficou encantada ao me encontrar. Ali ficamos uma meia hora, tiramos fotos, batemos um papo e trocamos e-mails. Convidaram-me para ir a “Rio Dulce”, amanhã. Saem às sete da manhã e vou aproveitar a carona para andar com eles e conhecer outros lugares.
Em Flores ficamos em um barzinho que se chama EL Tropico, onde mais pessoas se aproximavam da mesa e ali ficavam, pagaram cerveja e tudo mais.
Que povo maravilhoso, estou simplesmente encantado com toda minha experiência na Guatemala.













Conheci também um piloto da forca aérea da Guatemala que se chama Manuel, tinha um chaveiro verde e amarelo pendurado no pescoço, uma placa redonda com “Brasil” escrito em sua volta. Ele diz ser apaixonado pela música, pelas pessoas e pela comida brasileira. Havia também outros dois militares com eles, o Alex e um rapazinho que chegou . (não lembro o nome...) Não se cansaram de dizer a todos nós que ali estávamos, que éramos muito bem-vindos à Guatemala e que, se precisássemos de algo, era só procurá-los.

Lá tomei duas Cubas Libres e comi um prato de Taquitos de Cervo Grelhado, uma das melhores comidas que já comi. Quando fui pagar a conta, o total foi de 30 Quetzales (moeda Guatemalteca) o que é equivalente a mais ou menos quatro dólares americanos! Movido a muita salsa e cuba libre, passei algumas horas muito agradáveis e relaxantes!

Despedi de todos como se os conhecesse há tempos, Que maravilha, que povo amigo, qualquer sensação de insegurança que tinha desapareceu. Estou encantado com a beleza natural da Guatemala, com o povo, com as comidas. É, com certeza, um lugar que muito em breve, ou assim que eu puder, irei retornar. Que Cancun, que Miami, que Nova York que nada, isso aqui é de tirar o fôlego, além de barato e com um povo muito amigável.
Amanhã acordo `as cinco da matina porque tenho que estar em Flores às 7h, para sair com o grupo para Rio Dulce. De lá, provavelmente vou a Livingstone, uma ilha que, segundo dizem, é quase como San Pedro, em Belize: bem “relax”, calma e charmosa.
Retornando à reserva, parei na guarita, pois os guardas me chamavam: “Brasileiro Loko, vem aqui!” Lá me sentei e conversamos por quase uma hora, bebendo rum com Ginger Ale. Ah, o céu daqui é digno de São Tiago(MG), não há contaminação de luz nenhuma e as estrelas parecem tomar quase todos os espaços vazios do céu!! Que beleza!!!!!!

Agora já é 1:30h da madrugada e tenho que acordar daqui a pouco. Beijos a todos! Saudades, mas estou saindo de Tikal com energias renovadas e muito menos receio que jamais pudesse ter, antes de entrar na Guatemala…. Estou apaixonado pelo país e tenho certeza de que ainda ficarei mais a partir de amanhã! Um lugar abençoado e altamente recomendado por um louco viajante que saiu dos Estados Unidos para conhecer lugares e pessoas novas, e encontrou muito mais do que esperava, em todos os sentidos. Infelizmente não vou a EL MIRADOR porque a próxima expedição só sai realmente no sábado que vem. Mas, prometi a mim mesmo que tenho que retornar a essa parte Norte da Guatemala. Só aqui na região de Tikal, em um raio de 50 km, existem mais seis outros sítios arqueológicos, alguns com acesso somente por terra. Inclusive, um deles se chama IQXAH, onde foi filmado o SURVIVOR GUATEMALA! Todos são enormes e é preciso bastante tempo pra visitar todos, o que ainda quero fazer quando retornar a esse país encantador de gente tão amável. Amanhã escrevo mais.
Beijos a todos!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Belize - Guatemala 9/03

Saindo de
Belmopam
em Belize
















Hotel em
Belmopam



Melhor impossível… Vocês vão entender: acordei em Belmonpan e tomei rumo em direção à Guatemala. Uma hora e meia depois, lá estava. A mesma coisa de sempre: vou a três ou quatro lugares em cada lado da fronteira, pago isso e aquilo, visto aqui, documento da moto ali, mais um pagamento lá… Mas, tudo beleza, fui muito bem recebido na Guatemala. São todos eles muito corteses e um pouco do meu receio de cruzar a Guatemala se acalmou.


"Tocantins
com
São Tiago"



















Deus abençoe
a nós, os
trabalhadores




Bom, passando pro lado de cá da fronteira, vi a minha frente uma estradinha de terra, cheia de cascalho , digna de Estrada São Tiago – Capelinha (em Minas, é claro!), e uma plaquinha: Guatemala City. Bom, depois de me sentir em São Tiago city, com direito a cheiro de fazenda e estrume, e após dirigir em estrada de terra por 30 minutos , parei pra tomar uma água. Encontrei em uma biboquinha na frente de uma igreja Adventista do Sétimo Dia, no meio do nada! Incrível! O poeirão parecia de Tocantins... (Ah, achei a comparação que procurava! Só que no Tocantins tem muito mais poeira.)


















Se vocês quiserem aveia Quaquer com Pepsi, pode chegar...


Eu finalmente encontro o asfalto que, pelos primeiros 40 km, até o entroncamento de Tikal, passou por fases de “muito bom” a “péssimo”, em segundos. Daquele que acaba em valas, morrinhos e pedaços de terra ... Mas, tudo bem, segui meu caminho pra Guatemala city. A uns 20 quilômetros pra frente resolvi encostar pra pôr uma camiseta de maga comprida, apesar do calor do caralho. É desde cedo estava sem jaqueta, e aí o sol começou a pegar forte. Já era quase uma da tarde e, coincidentemente, o lugar em que achei sombra era um posto de informação a turistas. A menina atendente começou a conversar comigo e perguntou se eu estava vindo de TIKAL. E eu: “ Onde é Tikal? “ Aí, ela tira um panfletinho e me mostra uma foto….. Não precisou de mais nada, decidi voltar. Eu já tinha passado a entrada pra Tikal a uns 25 km e ainda tinha mais uns 50 até a entrada do parque, mas, foi a decisão mais sensata que tomei até agora nessa viajem! Voltei e o tempo todo a natureza da Guatemala me encantava mais; as cores eram especialmente intensas!


Domingo
no
Parque...














Chegando à entrada do parque, não consegui conter minha excitação ao olhar a estrada, quase fechada por árvores, onde há placas chamando a atenção para a possibilidade de encontros com animais como o jaguar, cobras, pavões e muitos outros. Logo na portaria, saquei a câmera e fui muito bem recebido pelos porteiros, simpáticos como poucos.

Uma observação: lembrei-me do sorriso deles e queria dizer que todo mundo em Belize usa umas armações de ouro ao redor dos dois incisivos centrais, algumas vezes só em um deles. E aqui na Guatemala também se vê muito.



Não interessa o lugar, todo mundo
quer aparecer.

Um pedaço de informação: TIKAL é a maior cidade antiga preservada do planeta. É composta por várias pirâmides, às quais vou mais tarde, para ver o pôr do sol.


Espero que não seja o
almoço. Saudosa Maloca...















Bom, 17km depois da entrada do parque, chego à área onde estão instalados três hoteizinhos e uma segunda portaria. Logo cacei um quarto que custa 33 dólares. Tenho uma caminha massa e um ventilador até as 9 da noite. Após essa hora, só vela e lanterna. Hahahaha! Água quente entre 6 e nove da noite! Quem quer água quente neste calor? Anyway! Estou atônito e sem palavras pra descrever a tranqüilidade com que me encontro agora… (fotos encaminhadas com e-mail) Por sorte tenho internet no restaurante do hotel, até as 9 da noite, é claro! Vou tentar conectar.

Bem
confortável
meu Bangalô



























Tomei aquele banho gelado e vim para um dos restaurantezinhos, pedi um pratinho com bife, arroz e vegetais e estou tomando uma Cerveja BRAHVA! Sim, não foi erro de digitação; tem o mesmo rótulo da Brahma, mas, aqui se chama Brahva. É feita aqui na Guatemala mesmo, apesar da marca Brasileira. E vou te dizer: é até melhor!












Resolvi adiantar e escrever, mas o computador havia ficado no quarto. Aí, avisei ao menino que me atendia que ia buscar e já voltava, perguntei se podia deixar a câmera aqui, se era seguro… ele me olhou como se fosse um extraterreste e me disse não precisava me preocupar com a segurança, que do jeito que eu deixasse minhas coisas eu iria achar. Mesmo que esquecesse dentro do parque, alguém ia achar e retornar direto para o meu quarto. Nem sei por que perguntei, este é um dos lugares de maior Paz em que já estive, em toda minha vida. Tomando uma cerveja, ao som de Djavan, escrever se torna natural. Nunca fui muito amigo de escrever, mas precisava dividir isso com as pessoas com quem me importo. Se não fizesse isso aqui e agora, nunca mais faria... Olha que nem entrei nas trilhas propriamente ditas e já estou a mil… Está perfeito! Alguma companhia ia ser massa, mas está tudo melhor que mil…


Estou aqui escrevendo, mas já são 4:17h. Tenho que ir andando até uma das pirâmides onde todo mundo vai ver o pôr do sol. Leva mais ou menos meia hora de caminhada. Mais tarde conto mais e ponho todas as fotos. Aqui está cheio de gringos, na maioria, europeus. Obs.: devo ficar aqui pelo menos mais uma ou duas noites… É linnnnnddddddddoooooooo, não dá nem pra descrever! Fuiiii!


OBS - resolvi fazer uma publicação separada, somente com fotos de TIKAL. Primeiro porque merece, e segundo, devido ao número das fotos.

Uau, pra começar: acabei de chegar das ruínas onde fui ver o pôr do sol…. Se algum de vocês tiver planos pra ir a qualquer outro lugar do mundo… CANCELE ! Sem brincadeira, nada de Cancun, Miami, porra nenhuma ... O lugar é AQUI, TIKAL, norte da Guatemala. Depois que saí do restaurante, entrei nas trilhas em direção das ruínas. Caminhando, não conseguia tirar meu dedo do botão da máquina. Acabei com uma bateria, que logo foi reposta por outra. Entre o canto quase que ensurdecedor dos milhares de pássaros: araras, maritacas, tucanos, papagaios, o sol começava a se pôr e os macacos gritavam como nunca vi.

Cheguei à pirâmide “Mundo Perdido”, onde já estava uma galera esperando o pôr do sol. Enquanto tirava fotos de todos os lados, avistei um casal de tucanos que depois veio a pousar um pouco mais próximo. Consegui umas fotos boas e ali ficamos todos até o sol se esconder completamente. Começamos então a caminhada de 30m de volta ao hotel. E, como num passe de mágica, todos os pássaros e macacos que cantavam calaram-se ao mesmo tempo e os grilos e cigarras tomaram conta do pedaço!

Cheguei, estou tomando uma BRAHVA e pedi um jantarzinho. Tenho que aproveitar a net até as 9 porque depois não tem mais eletricidade.


Obs - O nome Brahma foi substituído, porque, aqui, significa animal no cio. Não ia pegar bem. Pelo menos não é Kaiser...


Até amanhã. Beijos a todos, aproveitem as fotos. Amanha cedo vou com um grupo às 4:45 da manhã ver o nascer do sol na pirâmide mais alta. Até lá. Tio Paulinho, aqui é o lugar de suas próximas férias. Não marca nada porque eu venho com você. Ce vai pirarrrrrr !!!!

Até amanhã...

quinta-feira, 8 de março de 2007

Mexico - Belize 8/03

Primeiramente gostaria de dizer que não sei de onde estou tirando força pra escrever ! Tive um dia muito intenso e ainda fiquei de papo com a Ju, no MSN, depois que cheguei ao hotel. Mas, estou muito elétrico e não iria conseguir dormir anyway! Acho interessante mencionar que escutei várias músicas brasileiras, em ritmo caribenho, cantado em espanhol… inclusive Lady Laura do Roberto Carlos!
Acordei às 7 e meia da manhã, depois de te ficado a maior parte da noite num buteco na beira do mar que se chama “Blue Parrot”. É um lugarzinho maneiro, bem colorido e charmoso; as cadeiras que rodeiam o balcão são como balanços de madeira, amarrados por duas cordas presas a uma enorme viga acima, muito confortável! E todos os drinks são dois pelo preço de um… Vixi Maria, segura peão! Mas como eu não sou muito de beber…(eu como com farinha...) tomei uns só uns quatro. Conheci uma turma européia (tinha maluco de tudo quanto era lugar), ficamos ali, de papo, até que pedi arrego e fui dormir porque sabia que tinha um longo dia pela frente!

O negócio fica interessante agora… Assim que cheguei ao México, dois dias atrás, procurei saber informações sobre as estradas para a Guatemala e, invariavelmente, todos me diziam que o melhor caminho era voltar por Belize e que o caminho por Chetumal era de serra e muito perigoso, depois que se entrava na Guatemala. O acesso era difícil e postos de gasolinas raros, mas, quanto a este item não tenho problema; I have a Big Ass Tank of Gas! Mas, enfim, olhei no meu passaporte e vi que tirei meu visto pra Belize com múltiplas entradas, mas o consulado fez um errinho de leve... quando pus a data da viagem back in December e que estaria viajando na segunda quinzena de janeiro, e o vistodeveria ser de três meses a partir dessa data. Porém, colocaram o visto válido para três meses a partir da data que receberam o passaporte, que foi no dia 5 de dezembro. Resumindo, podeira entrar e sair quantas vezes quisesse até dia 5 de março! ham ham ham... três dias atrás, porque não consegui chegar a Belize antes de 1 de marco, por motivo que mais pro futuro conto; como os energúmenos da companhia de frete me atrasaram a viagem em uma semana.

Bom, voltando ao problema, pensei aqui com minhas minhoquinhas: “puta merda, só tem consulado na Cidade do México, a um caralhão de quilômetros de Playa del Carmen. Se eu for até lá, pego a Transpanamericana que passa por lá, aí não precisaria entrar em Belize...

Mas, como eu sou um retardado mental, resolvi dirigir trocentos quilômetros na direção oposta à cidade do México, com visto vencido, pois, muito embora a permanência que haviam me dado em Belize fosse de 30 dias, esta foi invalidada assim que saí do país, para tentar dar cabeçada na fronteira e entrar de volta em Belize. Além do que, o visto que tinha tirado pro México era de entrada única, como se estivesse em trânsito, logo… se eu não conseguisse entrar em Belize também não conseguiria voltar para o México! Fato esse que só me veio à cabeça quando estava tendo second thoughts sobre tentar cruzar a fronteira. Mas, eu já estava ali, tinha dirigido maior tempo... o que de pior que podia acontecer? Pra algum lugar eles têm que me mandar…hahahaha! Nem que fosse pra PQP... poderia até ficar morando na “Zona Livre” que é a área entre as duas fronteiras onde parei pra comer algo e descansar. (O Terminal – A Volta!)

O tempo não estava bom, amanheceu nublado e logo começou a chuva. Encostei na entrada de um condomínio gigantesco que esta sendo construído para colocar todo o equipamento de chuva. Encontrei um senhor de Minessota e ficamos de papo enquanto me preparava. Logo estava de volta à estrada. Dirigi quase três horas sob a chuva, sozinho, curtindo uma chuvinha refrescante e observando as placas de trânsito. (A mente desocupada faz maravilhaaaass!) E cheguei à conclusão de que o povo mexicano deve ser muito distraído! Calma, eu explico! Perdi a conta de quantas placas eu passei que diziam: “NO SE DISTRAGLIA, SU VIDA ES IMPORTANTE”! Aliás, essa foi uma das coisas mais peculiares que notei; as placas de estrada são assim meio de auto-ajuda, tipo de coisa dos Alcoólicos Anônimos! Vocês devem estar dizendo: “what the hell is he talking about?” Só por causa de um placa e ele já julga os mexicanitos hermanos? Calma! Vocês não me esperam nem molhar o bico.. Aqui vão algumas: “MANEJE CON CALMA, SU FAMILIA TE AGUARDA”; logo depois vêm outras: “RECORDA TE, SU FAMILIA TE AGUARDA, SU VIDA ES MAS IMPORTANTE”, “MAS VELOCIDAD, MAS PELIGROSO” “ NO MANEJE CANSADO” “SU VIDA ES IMPORTANTE” “SU VIDA CAMBIA DESPUES DE UNO ACCIDDENTE” Foram dezenas, e dezenas dessas placas. (hahahaha!) Muito engraçado! Há também outdoors mostrando números de colisões nas estradas mexicanas, mas não vi nenhum policial rodoviário. Acho que gastaram toda a verba mandando fazer aquele monte de placas inúteis!(Acho!)


Laguna Bakalar



Tem lugar
bonito nesse
mundo.

















As estradas estavam boas, tranqüilas, meia dúzia de carros... Antes de chegar à fronteira, passei por um lugar que se chama “Laguna Bakalar” e quase que passei batido. Mas, quando vi as cores da água, tive que parar pra tirar umas fotos. Lembra aquela água azul que mandei nas fotos anteriores? Essa laguna tinha um azul tão claro que em alguns lugares tornava-se branco. (Vejam fotos em anexo) Entrei por uma estradinha de um condomínio de chácaras e casas à beira dessa lagoa, como temos aí no Brasil. Chegando a um ponto mais no alto pra tirar umas fotos, encontrei três Miguelitos que se aproximaram pra tirar fotos também. Eram todos Costariquenhos e um deles, o TICO, é um motoqueiro que tem um clube de motos na Costa Rica. Ele tem até um site: www.ticochoppers.com .



Não entrei ainda, mas acho que é isso mesmo. Tirou fotos com a minha moto e comigo e disse que vai pôr no site do grupo deles, que era pra eu esperar até segunda que ia estar lá. Hamham... vou esperar, viu? Confiram aí pra mim.










Chegando à fronteira do México, respirei fundo e assim que comecei a falar, a chuva pegou pra valer e um Miguelito me mandou encostar a moto. Parei e fui pra debaixo da varandinha, onde mostrei todos os documentos que tinha, e ele recolheu uma guia da imigração que havia pago em um banco em Playa del Carmen. De lá me mandou pra outro lugar para cancelar os documentos da moto. A funcionária olhou no computador procurando por multas e, assim que averiguou que nada constava, estava eu a caminho! Assim eu pensei. Entretanto, ainda sob uma forte chuva, me mandam passar em outro lugar para a inspeção do exército. Puta quil parillllll ! Nesse ponto eu tava assim… de saco cheio é pouco. Bom, enfim… me liberaram e me mandei pra outra fronteira, mas annnnnntttttttteeeess, uns trinta metros depois, mandaram-me encostar para pulverizar as rodas com algum tipo de inseticida; o mesmo fizeram quando entrei no México. Depois disso, o cara me manda pra um escritorinho onde um agente de Belize faz a papelada da moto; então me mandou pra uma outra casinha, a uns 30m de distância pra fazer o seguro. Sim, em Belize, veículo estrangeiro tem que ter seguro, não os nacionais (informação dada a mim por um local). Depois de pagar a fortunas de BZ$12,00 ou US$6,00, eu me fui, sabendo que o desafio maior ainda me aguardava.

Mas, antes, parei na Zona Livre, que é cheia de comercio, serviços de utilidade pública e restaurantes. Parece um Mercado Central. hahaha. Pedi um camarãozinho empanado e uma cerveja porque também ninguém é de ferro, né?







Chegando à fronteira de Belize, mais uma vez respiro fundo, acreditando que, no final, como já mencionei, tudo acha seu equilíbrio e se resolve. Entrei no prédio e havia dois negões 3x4. Um olhou o passaporte e começou a falar em Creole ou Criolo com o outro. Eu só entendi “três dias”... Aí pensei: “xiiiiiiii, hehehe!!”. Mas, o tempo todo mantive a pose, conversa daqui, conversa dali, expliquei tudo direitinho, aí ele me mandou pra OUUUUUTTTRRROOOO lugar, onde um senhor muito sério começou a perguntar e eu expliquei a história tuuuuuuudddooo de novo. Aí ele me pega o telefone e me liga pro outro lá fora e diz: “Foi você que me mandou esse brasileiro aqui?” E aí disparou a falar criolo. De novo pensei: “FUDEU!!” Bom, eu já estava molhado, sujo pacaralho; a moto imunda, coitadinha, cheia de lama; a bagagem também, então fiquei numa boa… Afinal, ele me mandou voltar para o lugar de onde tinha vindo que ele ia me dar um visto de “Transit”. Olha que novela! Voltei lá e, num instantinho, o cara me carimbou o passaporte e me mandou fazer os documentos da moto. Sim, sim, outro tipo de papel! Lá, a mulher também me olhou todos os documentos. De novo... Perguntou um monte de coisas, de novo… e me liberou a documentação!!! Após, cordialmente me informou que eu tinha 24 horas pra retirar a motocicleta e a minha pessoa do país! Mas, antes disso me perguntou se tinha bagagem. Que pergunta idiota é essa? Claro que tenho, ne suaaaaaaa mongolóide! (tudo aqui, só na minha cabeça, é claro) Entao me mandou sair e trazer minha bagagem toda pra dentro para ser inspecionada! Do You Guys have any fucking idea, how the fuck hard it is to take all that SHIT apart, and then put it back together?” Tava puto! Por dentro, mas tava puto! Fui lá fora… e nesse momento não estava chovendo mais, embora muito abafado por causa da umidade, 200% e eu com calça e jaqueta, com um macacão de chuva por cima. Comecei a me sentir desconfortável por causa da parte física do negócio. Fui lá, tirei tudo, e aí pensei: “Não vou levar tudo não,” Passei a mão na minha mochilona e na outra menor, mas, deixei os pneu, as caixas laterais com máquina fotográfica e o escambal. Levei quase nada… ainda bem, porque, senão teria passado mais raiva. Chegando lá, de volta, dinovo, novamente , again, ela olha pra mim, e olha pras malas, meio que de lado porque conversava com outros agentes, e me pergunta: “Você esta trazendo cigarros ou bebidas?” Eu disse que NÃÃAAAAOOOOO! Então, continuando meio assim que de lado, fez um abaninho com a mão mandando-me ir embora! FILHA DE UMA %^$#%&$$#^%$*^$&^%#&^(*%$%^&#&^%$%**&%^&*%^$&%^$^%^&%(*%&^*% Depois pensei: Hahaha, Beleza!!!! Nesse momento foi um grande UFA e me piquei de lá!

Foi só começar a dirigir em Belize que o sol se abriu, como se estivesse me esperando chegar! Hahaha! Ô natureza bonita, viu? De repente, todas aquelas coisinhas no fundo da sua cabeça, as preocupações e incertezas se dissolvem como se fosse mágica; os motivos de chateação haviam sumido, trazendo, no lugar, uma viagem muito confortável e prazerosa! ATÉ QUE MATEI UM URUBU!!! HAHAHAHA, filhas da puta!
Vinha eu, curtindo, numa boa, quando um grupinho de somente três urubus apareceu, comendo algo na beira da estrada. E vocês sabem, os bichos são grandes! À mediada que fui me aproximando, eles começaram a levantar vôo. Um deles começou a voar numa trajetória que eu vi que podia acertá-lo. Diminui, mudei de pista, mas não teve jeito: quando eu vi que ele ia me acertar eu abaixei atrás do pára-brisas e acertei nele com meu retrovisor esquerdo. Ele estava vindo da direita e, se me acerta o pára-brisa, ia quebrá-lo todo e eu ia ficar muito puto! Meu retrovisor virou pra trás e o bicho do jeito que caiu ficou! Olha só o lado bom disso: agora os outro urubus têm o que comer! Ta vendo? Bruno também é equilíbrio ecológico!! hahaha

Cheguei a Belize City e resolvi não ficar. Parei pra beber algo e vem um senhor se apresentar: “ Sr. Prince Charles Alexander”. Dizia ser um “psicopedagogo” que, como todo mundo em Belize, está meio que se virando pra pagar as contas. Comprei para ele uma Coca Cola e, ele era guia turístico também, me deu um montão de informações sobre cultura maya e sobre a História de Belize. Pena que não gravei! Muito bem educado, falava um inglês muito claro, com um conhecimento geral imenso.
Prince Charles Alexander e mulecada



Despedi-me e fui tocando em direção à Guatemala. Tomei a Western Highway, ao mesmo tempo em que o sol ia-se pondo. Dirigi uma hora e meia até que parei num lugarzinho pra beber algo, e lá encontrei um grupo de turistas de Boston! Eles me pegaram de papo e após troca de e-mails, segui meu caminho. Mais uns 15 minutos adiante, cheguei à CAPITAL de Belize. Ao contrario do que todos pensam, não é Belize City, é um buraco mais escondido ainda. O nome da cidade é “BELMOPAN” e por informações recebidas da turma de Boston, achei um hotelzinho massa, de uns Chineses. Aliás, eles estão em todos os lugares do mundo porque não cabe mais ninguém no país deles, né? Os únicos estrangeiros vivendo no meio dos nativos em Belize, que eu tenha conhecimento, são os Chineses. Cheio de comerciantes chineses aqui! É um contraste muito grande porque os negros aqui, são negros mesmo… e os outros são caboclos e índios maias.

Enfim, estou aqui, tenho net, ar, cabo, e ainda por cima, um restaurante chinês embaixo. Beijo a todos e, se tiver energia, dou um download nas fotos hoje ainda. Se não, mando amanhã. Tenho que ir dormir porque parto para a Guatemala amanha de manhã! Fui!!!

Mulecada Belize city




Até a Guatemala...

terça-feira, 6 de março de 2007

Belize - México de 5 a 6/03

Dia 05/03

Acordei junto com o sol, fiz um café e fui até o despachante que me levou ao porto. Lá fui seguindo os passos dele, que nem aqueles peixes que nadam junto com os tubarões… ele dizia: “vem aqui”, eu ia; “me dá 11 dólares belizeanos”, eu dei. Pagou uma via que dizia ser 54 dólares, mas que, por algum motivo desconhecido, só tive que pagar aqueles 11. Fomos para uma sala onde uma senhora pediu todos os documentos da moto e me disse que o despachante “Herbert” tinha explicado a situação pra eles e que, como cortesia, eu não iria ter que pagar imposto sobre a moto. Uuauauauauaua! Aí, ele se vira pra mim e diz: “Trabalho com a alfândega desde os 12 anos, só importa aqui quem você conhece!” Até parece um lugar que conheço…

No final da história, resolvemos tudo em menos de uma hora. Ele me disse que ainda tive sorte porque uma telefonista foi despedida da maior companhia de Belize City, sem razão e sem explicações e que, por isto, a cidade, em protesto, ia parar ao meio dia. Fiquei admirado, mas, (ufa!) me livrei dessa. Paguei a um caminhoneiro, que trabalha para o Herbert, pra entregar a moto lá no hotel e voltei. Fiquei esperando uma hora, duas horas….(parecia criança esperando a mãe voltar do supermercado com o sorvete) com minhas ferramentas em punho. Mas, nada fazia aquele caminhão vir mais rápido. Então, os taxistas, que ficam sentados na frente do hotel o dia inteiro e não fazem nada (não sei como pagam as contas...) me disseram: “Pode deixar que chega, é que as coisas aqui andam meio devagar, no ritmo de Belize.” Daí então até me acalmei, pensando no montão de imprevistos e coisas que no início deram errado e que, no final, acabaram dando certo. Parece que a vida, no final, acha algum tipo de equilíbrio. É o que até agora tem funcionado pra mim!

Bom, ela chegou e passei a minha tarde toda montando as coisas que haviam sido retiradas para o transporte, instalei uma buzina nova que tinha comprado e, no finalzinho da tarde, estava rodando atrás de comida e gasolina. Retornei ao hotel, arrumei toda minha tralha e deixei tudo pronto pra poder sair pela manhã, rumo ao México.


Dia 06/03

Tudo preparado pra sair, terça-feira de sol e penso que trarei comigo toda a generosidade e gentileza do povo de Belize. Problemas sociais à parte, o povo belizenho é atencioso e disposto a conversar com você que o visita. Apesar de possuírem uma incrível inabilidade de passar informações sobre direções…hahaha ! As três primeiras pessoas a quem precisei pedir informação, dispararam a falar e fazer gestos pra virar, pra descer, subir, como se eu fosse íntimo do lugar. Assim: “Vai aqui, e mais lá pra frente vira à esquerda e, na frente da loja do Zé, segue pra lá…” Apontando os dedos em uma direção aleatória, aleatória pra mim porque eu não conhecia o lugar, é claro! Aí, desisti e me virei bem, sozinho. Tchau ,Belize, espero, de verdade, um dia conseguir voltar!



Tô igual
retirante.















Saí carregado… So much bulshit you have to carry!! Shakespeare já dizia: “He, who rides a motorcycle……. Has to learn how to strap all kinds of shit to thy bike” ( hahaha ) Segui rumo ao norte e acabei desviando meu caminho um pouquinho pra passar por umas ruínas Maias, chamadas de “ALTUM HA”, uma estradinha estreitérrima, cheia de buracos e partes sem pavimento, mas cheguei inteiro.



Esse é
um nome
forte.











Muito bonito











Cheguei, tirei umas fotos, andei um pouquinho e saí vazado. Talvez, se tivesse um guia pra contar as histórias, fosse muito mais interessante, mas eu tinha que ir porque estava decidido a chegar a Playa Del Carmem ainda durante o dia. E foi isto que fiz.

A viagem foi tranqüila, a paisagem dessa parte de Belize parece, em alguns lugares, com o Cerrado de Goiás, em outros, como o interior de São Paulo , cheio de cana de açúcar! Chegando à fronteira, também foi tudo tranqüilo pra sair de Belize; paguei alguma coisinha e fui para a o lado do México. Ali me pararam e me mandaram a um escritório onde averiguaram o visto e tudo mais. Depois fui para um outro lugar a alguns metros pra fazer a documentação da moto. Tudo pronto, fui passar pelos portões propriamente ditos, onde olham tudo de novo. Fizeram-me umas perguntinhas e me mandaram passar. Mas, 30 metros depois havia a barreira do exército; encostei embaixo de um toldo e vêm quatro caras armados de metralhadoras que, quando eu observava de longe, estavam debulhando os carros que passavam. Ai, pensei : “puta quil paril”, vou ter que desmontar toda essa porra pra esses caras olharem 7 cuecas, 7 camisas, 2 bermudas, 7 pares de meia e 2 calças?! Tinha mais máquina fotográfica, filmadora, laptop… Tudo certinho, mas, dá o maior trabalho desembalar e é peso pra porra….”Aí, parece que, mais uma vez, “as energias do universo” estavam boas pro meu lado. Um dos caras perguntou de onde eu era, respondi e ele começou a falar de futebol, de mulher brasileira. Resultado: em dois minutos eu estava no meu caminho. Hahahaha!!!


Entrar no México foi uma melhora muito grande em relação a Belize, no que diz respeito à modernidade e infra-estrutura, pelo menos nessa região. As estradas ficaram boas imediatamente, foi como sair de Minas e entrar em São Paulo! Hehe! Parei pra abastecer, já tinha planejado chegar com o tanque vazio ao México, porque aqui a gasolina é menos que a metade do preço de Belize, onde custa a “bagatela” de 5 dólares americanos por galão. Vão quase dez galões no tanque, o que significa quase 50 dólares. Já no México, enchi o tanque com 15,50 doóares! huahuahua!

A viagem foi tranqüila e prazerosa. Chegando a Playa Del Carmem, fui achar um hotel, processo esse que demorou um pouquinho, porque, devido ao Spring Break nos Estado Unidos, estava tudo cheio, e o que tinha sobrado era caro. Mas, depois de falar com um e com outro, achei um que é lindinho e bem no meio da muvuca.
Hotel
Maria Bonita,
acrdite se
quiser.
Muvuca













Playa del Carmen é tudo de bom, tudo muito aconchegante, lugares pequenos, muito coloridos! Agora vou terminar meu lanche aqui e vou subir pro hotel porque to um bagaço!













Cheguei ao Hotel e a noite estava muito linda! Não resisti, peguei minha câmera e fui tirar umas fotos. Ao retornar ao hotel, atravessei a rua para ter um bom ângulo e escutei uma música conhecida…era Djavan! O pastel aqui não tinha visto ainda que tinha uma churrascaria brasileira -“Ipanema Grill”- bem pertinho. Pra variar, o gerente é um gaúcho que vive aqui há seis anos e me disse que o sonho dele era viajar de moto pro Brasil,. Dei a maior força e amanhã talvez retorne pra tomar uma caipirinha! Huahuahua!