quarta-feira, 14 de março de 2007

Guatemala 14/03

Vida mansa em mais um dia de viagem. O trabalho cnasativo...






Não preciso nem dizer que o dia amanheceu, mais uma vez, perfeito: nem muito quente, nem muito frio. Aliás, essa é uma ótima época de se vir aqui porque, como é “inverno” e também a estação seca, o calor não é tão sufocante como o calor do Rio de Janeiro no verão.



Logo arrumamos as coisas e saímos para encontrar os “Fuentes”, amigos da família do Rodolfo, que têm negócios na área de construção. Eles têm uma casa de veraneio em um lugar chamado “Mansion Del Rio”, que é um condomínio e também um resort. A tchiurma ficou de papo enquanto tirávamos a bateria da moto do Rodolfo pra pôr em um dos Jet Skis. Papo vai, papo vem e acabamos demorando um pouquinho até levarmos o último Jet Ski pra água. Ao chegarmos ao hotel, tirei umas fotos, enquanto eles brigavam pra conseguir ligar o dito cujo, e somente quase uma hora depois saímos.
Juan Gilberto Fuente

Estilo playboy da América Central

Hoje vamos a “Punta de Manabique”. É no litoral Atlântico da Guatemala e só se chega por água. O passeio “en las motos” ou “Wave runners”, como se chamam os Jet Skis aqui (Atenção para o “v” que tem som se “b”) foi incrível!
O rio, muito que calmo, proporcionou um percurso muito macio e agradável. Quanto à paisagem, não preciso dizer nada; fotografias valem, (às vezes...) por mil palavras! Assim que chegamos a Livingston, o mesmo lugar em que estávamos ontem, abastecemos. O que me despertou a curiosidade, porque tínhamos, todos, mais de meio tanque. Foi só então que entendi que Livingston é o último local antes que se entre no oceano.
Então partimos mar adentro… Terra firme se avistava lá longe, no horizonte! E tome água, água e mais água! Apesar de o oceano não estar muito agitado ,“it was a completelly different ride.Foi como sair-se de um Lincoln, rodando no asfalto, e entrar em um Kia Rio e rodar em estrada de cascalho. Pula de cá, pula de lá, água pra todo lado... mas, enfim alcançamos o nosso destino. Ahhhhhhh, Punta de Manabique: um lugarzinho charmoso de água transparente!
Punta Manabique, Oceano Atlantico
Logo ao chegarmos, um cardume de milhares de peixes coloridos nadava conosco, saltando ao lado dos Jet Skis, como se tivessem nos dando as boas vindas e por quase dez minutos ali “se quedaram”. Fiquei encantado! Avistei também duas arraias que não pareciam ser tão amigáveis, mas logo sumiram. Infelizmente a máquina estava dentro da mochila (à prova d’água, obviamente) e muito bem amarrada no assento traseiro. Mas não tem nada não, verei outros!
Ao nos aproximarmos do destino final, um senhor ,“Chus” ,(o que depois vim a aprender ser uma abreviação para “de Jesus”, mais bêbado que um peru em véspera do dia de ação de Graças, nos recebe e, com os passos desordenados, arruma um jeito de amarrar todos os Jet Skis.
Bernardino e Eric
Aparentemente, os Fuentes vêm sempre que podem aqui e compram “LANGOSTAS” dessa família que aqui vive. Os dois senhores vivem aqui juntos com uma irmã e a mãe; são todos solteiros e sem filhos. Encostaram-se aqui, com a mãe, após o falecimento do pai, há mais de vinte. HAHAHA!!!! Pensei na minha famila: Eu, Vanzin, Samuhka e Itinha… solteiros e encostados na casa dos Veios!!!



Bem, porque chegamos relativamente tarde, devido aos pequenos contratempos, um barco havia passado mais cedo e comprado todas as lagostas. Mesmo assim, um dos irmãos “Chus” , o “Ches”, pegou um barquinho e foi dar uma averiguada nas jaulas, enquanto a turma toda ficava s de bobeira, divertindo-se com as palhaçadas do outro “Chus” que, com uma garrafa de Rum no bolso de trás, quase que não se segurava em pé!
Ches retornou sem lagostas, mas com um puta peixão, imenso. Porém, devido ao horário, acabamos não esperando que sua irmã o preparasse, porque não queríamos ir de volta, em mar aberto, no escuro! Então, por ali ficamos a beber whisky com água de coco mais um pouquinho e saímos.

Juan Carlos Fuentes




Eric Fuentes (não eram havaianas)




Quase almoço!





Crianças! Não bebam antes de dirigir.



No caminho de volta, após entrarmos novamente no Rio Dulce, encostamos em um restaurante para comer. Eu estava alucinado de fome (pra variar) e que refeição! Saímos de lá quando o sol estava se pondo, o que tornou a vista ainda mais bonita! O jet ski do Rodolfo deu pane e acabei por rebocá-lo por um tempo, até que a cordinha arrebentou. O Eric acabou amarrando ao dele, porque tinha uma corda mais forte. Toquei um pouco à frente e desliguei o Jet Ski para esperá-los. Nesse ponto da viagem já estava escuro, bem escuro. E assim, uns cinco minutos depois, passaram por mim, e, quando fui dar partida……..NECAS DE PITIBIRIBA! hahaha! Tentei ligar por quase cinco minutos, olhei gasolina, usei o afogador e nada; por ali fiquei! A noite estava tão perfeita que não me importei muito, deitei e encostei na minha mochila e fiquei observando um céu, quase tão bonito como o de São Tiago, e escutando o barulho da mat. Sabia que uma hora ou outra eles dariam por falta de mim. Dito e feito, vinte minutos depois avisto uma luzinha vindo em minha direção; Eric vinha em meus resgate. Depois de fuçar de cá e de lá, conseguimos ligar o bichinho e nos fomos.

Ao chegar de volta a “Mansion del Rio,” um funcionário, Giovanni, amarrou todos os Jet Skis e ali mesmo, nas docas, ficamos sentados a conversar. O Giovanni retorna com cinco cervejas e cinco caldos de frutos do mar… Não preciso dizer mais nada, né? Já eram quase nove horas quando saímos.



No caminho, paramos no Hotel “Backpackers” onde, literalmente a todo instante, mochileiros, principalmente europeus, chegavam. A festa estava animada, com muita música guatemalteca e ritmos caribenhos que animavam os “locais” e faziam também “bailar” os gringos, com aquele molejo de poste de ferro!
Foi 10, foi 1000, tudo de bom! Amanhã acordamos e vamos sair para Puerto Barrios, onde Rodolfo tem assuntos a resolver no Ministério Público, ainda relacionados ao roubo das armas. De lá vamos para a cidade da Guatemala, a 380Km.
Ahhhhhh Rio Dulce!!! Amanhã eu me vou, mas hei de retornar!!!
Ótima noite a todos. Beijus!
























Condominio Mansion de Rio







Fraaccaaa!!!


Casa da Familia Fuentes


terça-feira, 13 de março de 2007

Guatemala 13/03










Pra variar, outro dia maravilhoso! Acordei cedinho por ter ido dormir especialmente cedo, às 10:30 p.m. Fiz um cafezinho e, da mesma forma que no dia anterior, os funcionários já “procuravam” coisas pra fazer, como: tirar folhas da piscina, aguar plantas, quase que como um flashback de ontem, de antes de ontem... Imagino que seja assim quase todos os dias.
Às 8, aparece Rodolfo e um senhor da Carolina do Sul que, vindo à Guatemala, há mais de 13 anos, aqui acabou se encostando. Ele trabalha pra família do Rodolfo fazendo... não sei o que exatamente. Enfim, logo logo estávamos na lancha a caminho de LIVINGSTON e não Livingstone como antes havia mencionado.


Logo ao sairmos realmente compreendi a magnitude do poderio econômico daqueles que aqui têm propriedade! Cada casa mais bonita que a outra, barcos, veleiros, iates e hotéis durante todo o percurso de quase uma hora até Livingston. LINDO, LINDO, LINDO!!!!! Pássaros diversos pareciam não se perturbar com a presença da lancha e continuavam a mergulhar e pescar. Era preciso trazer as gaivotas de Boston pra cá para aprenderem, porque, lá, a única coisa que pescam são salgadinhos e restos de comida no lixo.

Apesar de estar apenas organizando o blog para meu irmão, não resisti em fazer um comentário no póprio texto. Disso dou testemunho. Eu perdi 2 sandwichs para as gaivotas da "praia" de Reveere... foram arrancados da minha mão, o que é mais cômico. Quem viu, riu.
















Essa aí não está atrás de um sandwich


Sentado na popa do barco, com as pernas penduradas, fui tirando fotos e mais fotos, das quais tive que apagar mais de100 porque era foto demais. Logo que saímos, passamos pelo checkpoint da segurança do condomínio, os guardas abaixaram as correntes que guardavam a entrada do canal de acesso as casas e, aí, já estávamos na “LAGUNA ISABEL”. Daí pra frente foi só alegria.

Tem que entrar com os dois pés...




















Outra casa "popular"



Navegar
é
preciso.





















Um pouco mais à frente encontramos um antigo forte que, me disseram, era usado pelos espanhóis para vigiar a entrada da Laguna. Esse forte se localiza a somente algumas centenas de metros da ponte do Rio Dulce. E assim fui, maravilhado e boquiaberto durante todo o percurso.
Há algumas pequenas vilas de pescadores com - acreditem ou não - “IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS” PUTA QUE PARIU!!!!!!!! É essa construção rosa aí. Até no meio do Rio, onde o acesso só é possível por barco, esses $%##!^%*&# !!!!!!!!! Bom deixa pra lá! Pra não dizerem que tomo lados, queria dizer que tenho opinião sobre outros lados da questão. Bom, aqui me calo… Deixa pra lá.



Não é esse o "Templo" da Universal...




























É esse aí.

Livingston é uma península. Foi o único lugar na Guatemala em que vi negros. Nossa, até esse exato momento em que escrevo para vocês não tinha reparado nisso! Talvez porque não veja as pessoas como cores. Aliás, lembrei que o únicoque encontrei antes foi um americano em Tikal.



Rasta
Loko ...
























Logo ao encostar, garotos, rapazes e senhores disputavam por um espaço para ver quem ia pegar a corda da lancha… um tipo de flanelinha aquático HAHAHA!!! Senti-me de novo em Belize, vendo RASTA MANS andando como quem arrasta as pernas. Assim que começamos a caminhar, aparece uma dessas figuras que conhecia o Roger.
Ele estava CHAPADO, fora da realidade!! Entretanto, transmitia uma simpatia em suas palavras e gestos que não consegui conter o sorriso! Me chamou de doidão quando ficou sabendo da minha viagem…..OLHA QUEM FALA!! Ele devia ta com uma preguiça da P... hahaha! Penso, às vezes, sobre como o mundo seria se todo mundo fosse “doidão” que nem ele…hehehe! Não ia funcionar, mas, ia ser uma paz!
Pode-se cruzar a península, caminhando, em mais ou menos dez minutos, mas, havia uns dez ou quinze táxis ali, de prontidão! Estavam mais preocupados com as cartas de baralho que lhes seriam dadas na próxima rodada do que com possíveis clientes!
Um lugarzinho em que a grande maioria é negra possui também muitos índios guatemaltecos. Uma delícia de lugar, nada parece alterar o ritmo lento, quase que parando, onde se compram abacaxis dos vendedores com carrinhos-de-mão, garotinhas índias com trouxas de coisas pra vender à cabeça, crianças lindas (fotos inclusas)!

Em Roma...















Uma dessas garotinhas não sabia o que fazer quando pedi pra tirar uma fotografia; suja até à “menina dos olhos”, uma fofura! E onde cachorros doentes e quase aleijados deitam no meio da rua, parecendo não estar “nem aí” pra bagaça!
Rodolfo e Roger entraram em um escritório do governo pra pedir algumas informações sobre o roubo das armas. Casquei fora e fui bater perna!















Logo logo me encontrava numa mesinha tomando uma porque ninguém güenta... um calor da porra! Aparecem então dois malucos e começam a conversar comigo. Ficamos ali, falando de futebol etc e tal. Comprei uma BRAHVA de um litro e, por quase meia hora, ali ficamos. Esse aí na foto é o Eddy, nascido em New York, mas, como sua família é do local, aqui está há mais de 24 anos. Não conseguia parar de reparar nos dentes com ouro, com estrela e o escambal! Mal de Dentista!

Eddy



Ao meio dia retornamos à lancha, onde o Leonício (funcionário do Rodolfo e marido da Erlinda) nos aguardava. Parece impossível, mas, a viagem de volta foi mais bonita e ensolarada do que a ida! Em silêncio me pus e fiquei por quase uma hora, enquanto os três ficavam de papo mais atrás. Em meu sentimento de JOY, mais uma vez pensei em tudo e em todos. Foi maravilhoso, eu me sentia THE KING OF THE WORLD! Como já dizia Raul: “ Eu tenho uma porção de coisas grande pra conquistar e não posso ficar aí parado” (Salve, Raul Seixas!)
Chegamos de volta a casa e Erlinda nos aguardava com comida no fogão. Aí matei o que estava me matando! Então, Bruno, agora, retoma a missão: virar UVA PASSA! Passei o resto da tarde na hidro e o sol, depois de todo aquele protetor solar, no parecia judiar. Acho que já estou curtido.
Mais tarde, chegam três amigos do Rodolfo em Jet Skis. Ali ficamos a conversar, na área da piscina. Agora me distanciei um pouco pra escrever, ao som de muita MPB, SAMBA E PAGODE. “ Sambaaaaa, a gente não perde o prazer de cantar , e fazem de tudo pra silenciar… a batucada de nossos tantãns”













NEM TE CONTO …. Amanhã tínhamos planejado ir de moto a Puerto Barrios para ir ao Ministério Público, mas esses amigos nos convidaram pra fazer uma viagem de JET SKI até o oceano!! Vamos gastar mais ou menos uma hora e meia para chegarmos a um lugar chamado PUNTA DE MANABIQUE, onde, me disseram, vamos comprar e comer lagostas pescadas e preparadas pelos nativos! hauhauahauhauahauahuahauahauahau!!!!!!!!! Não consigo expressar HOW EXCITED I AM!!! Vou levar até meu capacete com a mini-câmera… não vou resistir!
Cada dia esta sendo melhor que o outro…. Só faltou um chamego!!!! Hehehe!
Boa noite a todos!

I'm the King...

segunda-feira, 12 de março de 2007

Guatemala - 12/03

Lancha preparada










Acordei cedo e mais uma vez o dia estava glorioso. Peguei algo pra comer e fui pra área da piscina. Dois funcionários ajeitavam tudo em volta e cuidavam do jardim. Fiquei de bobeira, assistindo às garças pescarem seu desayuno e apreciando o canto de pássaros diversos. Mais tarde, o Rodolfo manda buscar alguém pra baixar a lancha para água porque descê-la de moto não ia dar, né? (É incrível aonde 25 quetzales – o equivalente a três dólares - levam aqui!) Assim, às nove, finalmente, a lancha estava na água.

















Vida de passarinho não é mole não (ou é).

Um rapazinho que aqui trabalha estava a varrer a área externa e lhe ofereci uma cerveja. Por um instante hesitou, mas, por minha insistência acabou aceitando. Abri duas e lhe entreguei uma. Caminhei do bar até a mesa, sentei e liguei o computador. Aí aparece o rapazinho para me agradecer. Juro, haviam decorrido no máximo de 50 a 60 segundos desde que havia aberto as cerveja! Em alguns minutos ele retorna com uma sacola de supermercado preta e me pergunta: “Te gusta los tamalitos?” Respondi que sim (são as nossas pamonhas) e ele as põe na mesa e se vai. Quando estava saindo me deu a louca de perguntar se aquele não era o almoço dele. Ele disse que sim, me recusei a aceitar, mas ele disse que teria que ir a sua casa no vilarejo e lá tinha muito mais. Resolvi aceitar e ofereci outra cerveja que, dessa vez, aceitou rapidamente e logo se foi.















Sabe aquele barraco que você queria comprar...
Mais tarde o Rodolfo me contava que nesse condomínio só havia dez casas e que os vizinhos costumam chegar de avião ou helicóptero. Aí me pus a pensar na miséria que está toda ao redor, mas, separada. Para se ter uma idéia, aos bons hotéis, nas margens do rio, só se chega de lancha. Estão rodeados de uma gente miserável porém, incrivelmente hospitaleira.
Enquanto eu estava aqui, curtindo, o Rodolfo passava os dados de algumas armas que haviam sido roubada durante uma invasão à casa, que aconteceu na semana passada; escopeta, 9mm e o escambal. Ele tinha saído para ir à delegacia, antes que saíssemos para Livingstone, então aproveitei a oportunidade para escrever. Claro, ao som gostoso da timbalada: “oh la la, oh la laaaaa, oh la la, um namoro a dois, um barco a velar, oh la la!”

Bom, com toda a comoção envolvida nesse furto, tudo que se havia de resolver, demorou mais que o esperado. Então, resolvemos não ir a Livingstone hoje porque já passava das duas das tarde. Como, até esta hora, tinha ficado ora na piscina ora hidro, resolvi permanecer por mais algumas horas. Depois de virar uma “UVA PASSA” pegamos as motos e fomos até o Centro onde acabei encontrando INTERNET para mandar os e-mails de ontem e antes de ontem.



Caminho para o centro da vila























Vilarejo Rio Dulce (by night)





















Hora da Xepa.




Por ali ficamos e acabamos jantando no Bruno’s Bar, um hotelzinho e restaurante ‘a beira da água que é um charme. Mais tarde estivemos em outro lugar, também às margens do Rio Dulce, onde muitos mochileiros costumam ficar: “HOTEL BACKPACKERS”. Quatro cervas e muito papo furado depois, retornamos pra uma noite “merecida” de sono…hahaha Havia trabalhado muito e estava muito estressado!!!!!



Bruno's Bar




















Raquel













Hotel às margens do Rio Dulce



























Pscina! Porque ninguém é de ferro.