terça-feira, 27 de março de 2007

26 e 27 de março


Dia 26 de março








Muito
trabalho



Estou escrevendo agora, deitado em uma rede, de frente pro Pacifico (em EL Salvador)esperando o sol se pôr. Ontem saí da cidade da Guatemala já era uma da tarde, pois, tive que resolver uns assuntos no banco, internet etc. Depois daquela via sacra de organizar tudo e amarrar tudo na moto, finalmente me mandei. O dia estava lindo e agradável. Carretera a El Salvador, aqui vamos nós!


AHHHH, GUATEMALA, que pena que estou indo embora. Você era mais, mas muito mais do que esperava! Uma terra de gente boa e amiga, de uma natureza estonteante e que, não sei como, ainda não virou rota para os turistas brasileiros... porque, para os europeus, já é há muito tempo. OBRIGADO, VALEU, THANKS, MERCI, ARIGATÔ!!!! Deixo pra trás não CONHECIDOS, mas AMIGOS que sem nem me conhecer me ofereceram abrigo e atenção pelas ultimas quase trê semanas. Deixo um pouquinho de mim e levo um MONTE daqui… Valeu mesmo, thcurma! Espero vocês no Brasil! (Arturo, Mario, Rodolfo, Sdrubi, Monica, Isabel, Hugo, Eric, Juan Carlos e muitas outras pessoas que tornaram minha experiência em Guate tão agradável) Buaa!!!


Bom, como já havia dito, a viagem foi tranqüila. Ao chegar à fronteira, ainda do lado da Guatemala, a alguns metros de El Salvador, me mandaram estacionar pra fazer a documentação da moto. A aduana era só um barracãozinho onde dois funcionários se revezavam entre saídas para não-sei-o-quê-nem-onde. Umas 20 pessoas esperavam a boa vontade dos dois. Uns 40 minutos depois, conseguir entregar a um deles a papelada que havia preenchido. Pronto? Espera, espera, espera... até que sai o miguelito e me diz que o sistema de computadores estava caído… Puta merda!! Ja varado de fome, enconstei em uma tiazinha que ali a frente se encontrava, com duas bacias equilibradas em dois banquinhos. Uma, com uma panelona de galinha assada, bananas fritas, tortilhas e um molho de salsa; a outra, com uma pedrona de gelo e algumas bebidas. Foi ali mesmo! Comi ½ frango com tortillas e uma Pepsi por 3 dólares…hummmmm Bom Demais! Depois veio a me dizer que cozinhava tudo no fogão a lenha, pela manhã e vendia durante o dia todo, por ali mesmo, havia mais de 10 anos.

Finalmente, às 6 da tarde, o sistema retorna e me pus eu a caminho. Mais uns 15 metros pra frente tive que parar pra mostrar o passaporte a agentes da imigração, que ficavam sentados debaixo de um toldo: não me perguntaram muito e me deram umas dicas sobre o país e me fui. Dois km a frente, outro ponto de fiscalização, onde agentes rapidamente verificaram a minha papelada e logo me liberaram. Porque eles não fazem uma coisa assim mais esperta, e põem todos em um mesmo lugar? Ainda não entendi.


Já estava escuro e as estradas… ah, as estradas! Pensaram que ia falar mal, né? Hehehe, a verdade e que as estradas são muito boas e, em sua grande maioria, até chegar a San Salvador, são duplas. Logo parei em um posto de gasolina pra beber uma água e, quando retornei até moto, já se aproximavam umas seis dúzias de curiosos, inclusive dois seguranças do posto. Pergunta de lá, pergunta de cá e... hasta la vista!

Parece
a
esquina
lá de
casa.










Assim que saí do posto, percebi que meus óculos que uso para dirigir à noite não estavam comigo; eu os havia posto sobre a minha bagagem, enquanto punha meus “earphones” , capacete e luvas. Retornei à lojinha de conveniência onde os seguranças se aproximaram e começaram a rastrear meu caminho à procura deles. BATATA!!! Dois minutinhos depois, retorna um deles com minhas lentes no rosto e me diz: “No se preocupe, aqui no se pierde nada”. É interessante como, em todos os países por que já passei, sempre, no inicio da viagem algo acontece que me faz sentir mais seguro e tranqüilo. Agradeci e me despedi!
Recebi sorrisos de dentes de ouro (que já não me chamam mais tanta atenção) e, num instante, dei linha na pipa.

Resolvi tocar até o litoral, até a Costa do Sol, uma península onde hotéis e chácaras de verão de empresas particulares e bancos competem por um espaço em frente ao mar, que é muito bonito, e cujas praias lembram muito as nossas. Por todo vilarejo que passava, os olhares curiosos me perseguiam o tempo todo. Assim, acabei chegando ao meu destino já era mais de 9:30 da noite. Logo que cheguei, já pedi algo pra comer, enquanto ia tomar um bãinho pra tirar a nhaca. Fiquei sentado no bar da piscina, mandando e-mails, comendo e nadando até quase duas da matina. Tranqüilo, tranqüilo!



Dia 27 de março



Local
"feio"...













Hoje acordei e só aí vi, realmente, o quanto bonito é por aqui! A única coisa é que não tem ninguém quase... mas, não é problema nenhum para mim.



Céu
nublado...

















Lotado de gente...

Caminhei por horas, depois de muito protetor solar, em uma praia que era praticamente minha, particular! Nadei muito, a água é limpa e quente, peguei jacarezinho até cansar. Num trecho da praia, me deparei com uma imagem maneiríssima, desenhada na areia pela água do mar; parece um canteiro de flores! Vejam a foto.



Não é óleo não.


Nunca vi tanta gente assim...



Uma paz tudo aqui! Depois, conversando com um dos funcionarios do hotel, descobri que LA LIBERTAD, uma cidade pela qual passei no caminho pra cá, é um point de surf muito bom e que, inclusive, estavam tentando incluir no World Surfing Championship. Lá, alugam-se pranchas por cinco dólares ao dia... Surf’on, Dude!!!!!! Ahhhhh, PS: A moeda nacional é DOLAR AMERICANO, tá? Só que tudo muito mais barato que na terra do tio Sam.



















Feliz morador do condomínio Pé na Areia.



Deixa que eu dou um jeito.










Agora estou aqui, escrevendo numa redinha massa… tenho praticamente o hotel e a praia só pra mim. A solidão me despertou a curiosidade e me levou a perguntar o que estava se passando. Acabei descobrindo que essa semana é a mais vazia do ano porque precede a Semana Santa e todos deixam pra vir na semana que vem. By the way, estará tudo lotado… SOLD OUT! Ahhhhh, bom!












Amanhã saio fora, vou passar por LA LIBERTAD, pegar umas ondinhas e, talvez, dormir uma noite. Daí, vou me safar em direção a Honduras. Sem mais delongas, já me vou.
4...
3...





2...1...

Bye.

domingo, 25 de março de 2007

De 21 a 25 de março

Dia 21 de Marco, 2007

Acordei relativamente cedo pra quem tinha ido dormir às 4 da matina, bebi uns dois litros d’água!!! Eitcha ressaca brava! Saí pra comer e fazer umas fotos. Acredita que, no meio dessa cidadezinha, há um McDonalds, um Burger King e Domino’s Pizza?!!! (Passei longe) Mais tarde decidi retornar a Guate porque o Asdrubal me disse que sairíamos à noite com umas amigas alemãs que ele havia conhecido no final do ano passado. Decidi também porque não há muito o que se ver na região de Antigua, a não ser a própria cidade, suas construções, lojas e artesanato... embora seja um lugar muito bonito e o ambiente bem relaxing; um ótimo lugar pra se connhecer gente de todo o mundo.

Chegando a Guate, lavei roupa e esperei o Asdrubal chegar para sairmos pra night para comer e, se tivéssemos ânimo, também ir a uma boate.











As meninas são Betina e Heidi; duas alemãs que estão viajando de mochila pela América Central desde o dia 1 de Novembro, fazendo diversos tipos de trabalho voluntário, inclusive de “MIDWIFE” ou, em bom português e em velhos costumes, “parteiras”! Também ficaram duas semanas em uma das ilhas da costa de Belize, trabalhando como “contadoras de lagosta”, usando máscaras e snorkle, nadando ao redor dos recifes. (isso que é trabalho!!!!!) Pelo fato de estar fora da época de pesca da lagosta, o governo tenta manter um certo controle sobre o número de tais criaturas, mas, quando se referem a esse trabalho, elas sempre se põem a rir porque, apesar da pesca proibida, dizem ter conseguido contar somente seis dúzias em duas semanas de trampo! Essas sim são corajosas, já foram a 1000 lugares e me deram várias dicas. Estão aqui no quarto de hóspedes e amanhã se vão para a Nicarágua. Vão ficar por duas ou três semanas: a Heidi quer aprender a surfar e a Nicarágua é conhecida como um bom lugar para esse esporte.

Tutti bona gente...





Procissão! Se arrastando que nem cobra pelo chão.















Tomamos banho e fomos ao centro da cidade, onde Asdrubal nos levou a um restaurante italiano lindo com uma comida... waw, fantástica! Havia muito tempo que não fazia uma reifeição tão boa. Fiquei observando o lugar, as pessoas e parecia estar em qualquer bom lugar no Brasil: todos muito bem vestidos e arrumados, a música italiana soava bem e, pela primeira vez, vi uns guatemaltecos mais bonitinhos (homens e mulheres) porque, até então….. Em geral, são tão feinhos!!! Claro que não tenho intenção de ofender a ninguém, principalmente porque são gente boa demais! É simplesmente um observação pessoal, de um viajante que quer mostrar o que vê!



Os meus dias na cidade da Guatemala têm sido bem calmos e sem muita novidade. É como estar em qualquer cidade grande do Brasil, estou um pouco ansioso para partir, apesar do montão de coisas que ainda gostaria de conhecer aqui. Informação: A Guatemala é um país onde se falam 24 dialetos, e o índice de analfabetismo é de quase 60%. Não por falta de escolas, mas sim porque os nativos não gostam de aprender o espanhol e, segundo informações, muito desses povos não ensinam escrita para as crianças devido ao fato de que serem poucas as pessoas que ainda sabem ler e escrever nos dialetos indígenas. E isso, aparentemente, é um grande empecilho para o desenvolvimento agropecuário do país, pois, os nativos possuem grande parte da terra disponível para plantio no país, mas somente a usam para plantar milho, feijão e outras coisas para a própria subsistência.



O energúmeno do presidente George W. Bush esteve aqui semana passada e trouxe consigo mais de 1500 agentes do serviço secreto e dois helicópteros Apache para sua segurança, agentes que fecharam boa parte das ruas do centro e tinham o direito de parar e revistar qualquer um que julgassem suspeitos… Olha o racial profiling aí no pedaço! Pode uma coisa dessas? Até aqui esse viado quer tomar conta? Houve alguns protestos, mas, nada que não pudesse ser abafado pela segurança e também na imprensa. E um dos assuntos a ser tratado era a ultilização das terras guatemaltecas para produção de cana de açúcar para fazer etanol. Mas, devido aos motivos acima mencionados, será difícil convencer os nativos a entrar nesse barco, não só pela falta de visão de negócios, mas também pela falta de interesse e capacidade de comunicação com os mesmos. (Info passada pelo meu amigo Arturo). Retornamos e ficamos assistindo a filmes até que um apagou de cá, outro de lá e ... ZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!



Dia 22 de março
















Casa quase o dia todo, saí pra fazer umas compras e ficamos de bobeira. À noite, fizemos uma macarronada e assistimos a um filme, programinha bem de domingo. Acho que vou arrumar uma forma de dar rumo antes do dia 29, mesmo porque meus amigos têm que ir à Costa Rica e, se eu os acompanhar, vou passar batido por El Salvador, Honduras e Nicaragua.. Nah nah nah nah.. Nãao!!! Talvez saia na segunda-feira, mesmo porque temos uns passeios marcados para o final de semana. Ahh, mãe, você queria saber sobre minhas provas? Eu consegui entrar em contato com o escritório do OET e conseguir adiar minha prova para o dia 23 de Junho em Brasília, ir a Buenos Aires ia ser muito corrido e dispendioso. Três meses a mais, três meses menos.. whatever!!! Quem está na chuva e pra se molhar!



Dia 23 de março.


Heidi e Betina decidiram ficar um dia mais porque souberam que iríamos fazer um passeio de moto por umas estradas na serra a um dos vulcões. PS: Já tenho dois abrigos na Alemanha, hehehe!!
Acordamos tarde e depois de comer, partimos. O dia estava perfeito e a estrada relativamente vazia. Zum Zum Zum…………… Show de bola!



Na volta resolvemos passar por Antigua pra tomar um café e comer torta de maçã. Tranqüilidade total e muita risada! Entrei em uma lojinha que vendia uma camiseta com uma frase de “Che”, linda, mas eu estava sem dinheiro vivo e penso que comprarei depois. Ta aí “ UM ARGENTINO PORRETA!!!” Nunca achei que ia dizer isso, (hahaha!) mas, esse aí é exceção. (Pode ser que me engane, vamos ver quando for à Argentina...) Um cara com a consciência, a coragem e a disposição para ver esse abismo entre poucos ricos e a grande maioria paupérrima e fazer algo a respeito? Tenho que tirar o chapéu! A única coisa que não combina muito na cidade é que, invariavelmente, todas as janelas, de todos os andares, de todas as construções têm grades! Os hoteizinhos e pousadas ficam sempre trancados e tem-se que tocar a campainha para que alguém abra a porta.



Outra observação: em toda a Guatemala, todos os postos de gasolina, Mc Donalds, supermercados, condomínios, lojas de conveniência, caminhões de entrega e uma grande parte dos estabelecimentos de negócios, que movimentam um pouco mais de dinheiro, estão sempre escoltados e guardados por seguranças muito bem armados! Aqui mesmo onde vive o Arturo, são sempre dois na portaria, com escopetas e pistolas. Nunca vi tanta arma num lugar só como aqui em Guate. Pensei em todo o caminho que tenho a percorrer e me animei, mas fiquei um pouco triste por estar deixando esse país tão acolhedor e bonito. Inicialmente eu ficaria três dias na Guatemala, mas, aqui estou desde o dia 8 de marco. Quase três semanas ótimas e muito divertidas. Com certeza vou sentir saudades e hei de regressar! Beijussss, Guate!


Dia 24 de Março


3:30 da matina voltei com o Sdrubi (essa é a forma que as meninas falam o nome dele…. bem alemão!). Como eu havia combinado com o Arturo de sairmos às 6 pra encontrar o Mário e o resto da turma, para irmos à região de “Coban”, a mais ou menos uns 280 km da capital, onde há muitas cachoeiras e matas, acabei nem dormindo direito. O plano era de passarmos a noite por lá e retornar no domingo depois do almoço. Aí, empacotei bermuda, chinelo, toalha e protetor solar e caio. Nisto, bate na porta do quarto o Arturo, e é obvio que eu tinha finalmente conseguido cair no sono há pouquíssimo tempo, né? Bom, nada como um bom passeio de moto pra reenergizar. Ao chegarmos ao posto onde havíamos combinados de nos encontrar, liga o Mario: “Se travaran los frenos de mi BM doble V!” (v com som de “b”) ou BMW. Retornamos 1 km e lá estava ele, parado, sozinho, na frente do favelão! “Puta, hermano, que mierda!” Conseguimos destravar os freios o suficiente pra chegar até o posto.















Lá percebi que três das motos de uns outros amigos da turma aqui não tinham placa: haviam acabado de comprar e estavam esperando a documentação, o que leva em torno de duas semanas. Não pude deixar de perguntar como aquilo era possível e se a Polícia não os parava por isso. -La policia no para motos asi -Asi como? (perguntei)-Grandes. -Grandes como? O que quer dizer com grande?- Asi, como importadas!- Mas todas as motos da Guatemala são importadas! Você quer dizer: CARAS!!!-Pode se dizer isso! Estão mais preocupados em olhar as motos do que multá-las.
Não me surpreendi. Nossa, quanto trânsito já cortamos pelo acostamento, na frente de carros da polícia e eles só nos cumprimentam e nos vamos! Não haviam se passados 10 minutos e estaciona uma caminhotete da policia; os policiais descem e pedem pra tirar foto na moto. Hahaha, pode? Aí, aproveitei a chance e tirei uma fotinho deles tirando onda!


Depois me aparecem duas garotas, entre seus 18 e 20 anos, e pedem pra tirar uma foto comigo na moto. Hahaha… to podendo!! Enquanto o guincho não vinha, fui levá-lo na garupa pra buscar uma das duas outras motos que tem (exagero pouco é bobagem!), mas aí, parte da turma que teria que retornar no mesmo dia, (vocês sabem, aquela mesma história de sempre: que minha esposa me mata; que tenho que levar filho não sei onde etc e tal. QUEM MANDOU CASAR E TER FILHOS? HEHEHE!!) ...


Casa do Mário.


















Sua coleção






No final das contas fomos mesmo foi de regresso pra casa do Sr. Mario Calderon e fizemos um churrasquinho meia boca, de carne congelada porque ninguém se animava a sair, comprar, preparar acompanhamentos etc.

Condomínio

Viajar de grupo e isso aí; tem suas desvantagens também. Fiquei desapontado por não termos ido, mas, antes de ontem roubei umas fotos da câmera da Heidi, desse lugar, porque até então não sabia se ia ter a chance de conhecer. Lá pras nove da noite resolvemos descer até Antigua pra ver o que rolava e matar um pouco da vontade de pilotar que ficou na saudade na parte da manha. Encontramos um grupo de amigos do Arturo e por lá “nos quedamos” até uma da matina. PS: Perdi meu telefone celular, caiu dos bolsos frouxos de uma calca de algodão! E, quando retornei à moto, descobri a primeira coisa desagradável que me aconteceu na Guatemala: nada sério, mas, um ^%##&X^%#@#!**^%#!# havia roubado a capa da espuma do “guidom”. Pra quê? Não importaria tanto, mesmo porque não gosto muito daquilo, mas é que é ali que prendo, entre a espuma e a capa, os fios do meu GPS que são um pouquinho longos. Nada que 15 dólares não comprem. Nem pensei mais no assunto. Bla, bla, bla… Casa, banho, dentes, e cama. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

Dia 25 de março


Domingão bravo, saí pra tirar umas fotos da cidade, pois ainda não me havia disposto a fazê-lo. Acabei ficando quase o dia todo fora.


Guate






































Ao fim da tarde, subi uma parte da serra e consegui umas fotos legal do sol abaixando por trás das montanhas, com a cidade abaixo. Lindo!

Quem disser que não lembra o mirante no "Alto das Mangabeiras" em Belo Horizonte está mentindo.





























Chegando a casa estava sem disposição pra arrumar minha bagunça. É impressionante o tanto de bagunça que minha tralha toda pode fazer, hehehe! Desde o inicio dessa viagem aprendi a me organizar muito mais, claro que não por escolha, mas por necessidade. Principalmente a colocar as chaves, carteira e outros documentos sempre no mesmo lugar. Depois de levar meia dúzia de sustos e um par de tempo tentando achar tais itens, individualmente ou uma combinação de probabilidade entre ele, acabei aprendendo. Well……. mais ou menos!
Tirei umas férias boas de todo o “carrega e descarrega moto” nessas últimas três semanas. Valeu mesmo!!!
Ah! Havia me esquecido de mencionar que, no dia 13, naquele vilarejo de Livingston, eu havia perdido minha carteira na mesa daquele buteco onde tomava uma cerveja uma BRAHVA, com o Maluco dos Dentes de Ouro. A carteira estava enrolada na camiseta, dentro da maletinha da máquina e caiu, quando eu a saquei pra tirar foto do Maluco tomando a cerveja. Só me dei conta do ocorrido quando fui pegar cinco quetzales pra comprar um bolo de uma senhora muito velhinha e, aparentemente, mais pra lá do que pra cá. Puta Merda, Mano! Com mais de uma hora do ocorrido, corri de volta ao bar e no caminho já estava a pensar na merda que ia ser. Imagina: carteira de motorista, cartões de crédito, documentos etc. Mas, quando cheguei perguntando por “mi billhetera” , lá estava a senhora, dona do bar, com ela na mão, sem faltar nada. Era pouco o que tinha, 20 ou 30 quetzales, entreguei a ela, agradeci e dei aquela respirada de alivio, enquanto um grupo de locais, tagarelavam sobre o assunto e riam da situação!
Havia também esquecido de mencionar uma coisa que meu primo Hélvio Romeiro ( O tio Hélvio) me chamou a ateção por MSN, um dia desse: que não havia explicado porque aqui a cerveja se chama BRAHVA e não BRAHMA. BOM, é que a palavra Brahma (com ou sem H, não estou certo...) aqui é usada para se referir quando uma fêmea esta no CIO, então, trocaram. Acho que (pra mim...) ia fazer o maior sucesso; imagina só a propaganda: “As mulheres bebem e ficam em Brahma!” hahaha!!!!Amanhã cedo saio pra El Salvador, por isso tenho que dormir. Fuiiiiiii!!!!

segunda-feira, 19 de março de 2007

Dia 19/03 e 20/03

Dia 19 de março

Sem nada demais a contar, segundona brava, todos trabalhando, eu finalmente resolvi dar uma paradinha pra pôr algumas coisas em ordem como: pagar umas contas, organizar e-mails e fotos, para que meus “queridos irmãozinhos” pudessem adicionar fotos ao blog. Então, fui a um internet-café e lá fiquei por quase 4 horas. Retornei a casa e lá estava a ajudante da casa dando uma ajeitada em tudo. Seu nome é ROSA, filha de índios e male mal fala o espanhol. Disse que ia comprar algo pra comer e perguntei do que ela gostava. Eu ofereci McDonalds, achando que estava abafando, oferecendo-lhe algo que, provavelmente, ela não come com muita freqüência. Ela me fez uma cara de desdenho e me disse: “si, pero no mucho”.

Até aqui...

Ofereci comprar “POLLO CAMPERO”, de uma rede de produtos galináceos que, por sinal, é muito bom. Ao receber meu pedido, puseram a comida em uma sacolinha toda perfurada e aí eu, com minha curiosidade e inclinação para assessor de assuntos aleatórios, resolvi perguntar o porquê da sacolinha furada. Bom, o vendedor me respondeu que, devido ao número de motos circulantes na cidade da Guatemala, as sacolas eram perfuradas para que o ar não as enchesse e se arrebentassem. (Bruno também é cultura popular!) .

Nada de especial depois disso: lavei roupa, dormi... até que, mais de noite, saímos Arturo, Asdrubal e eu pra comer Taquitos em uma carrocinha. Hummmmmmmm!!!! Bom demais!!!! Não quis nem pensar nas condições de higiene em que aquele PACO de carne, que fica espetado e exposto ao ar livre, se encontrava.

Estoy cierto de que uno tien que ver, sentir, degustar las cosas de uno lugar para que se conocoscas e se viva este!

A vida esta aí, às vezes nos esquecemos de olhar ao redor. Se estamos saudáveis, bem alimentados e abrigados, todos os outros problemas só existem dentro de nossas próprias mentes, são – literalmente - virtuais. De uma forma geral, acho que as pessoas reclamam de suas vidas porque queriam isso ou aquilo... Mas, são necessidades simplesmente criadas por nosso desejo, nosso anseio de TER. Talvez devêssemos deixar um pouco de querer TER, e sim se SER algo. Entretanto, é indiscutível que o conforto e as oportunidades proporcionadas pelo dinheiro, em um mundo capitalista, fazem as coisas mais fáceis, mas se não as temos, creio que não podemos encará-las como problemas ou motivos pra achar a vida menos bela. Ufa, acho que uma barriga cheia gera esta filosofia.
Enchamos a barriga!

Dia 20 de março












Acordei cedo, arrumei toda minha tralha e parti para ANTIGUA. Logo ao sair da casa onde estava, havia uma rotatória e, quando fui fazer a curva para a esquerda, havia óleo no chão e a moto saiu deslizando de lado. Em um ato instintivo, virei o guidon para a direita e fui deslizando por quase 4 m, a pedaleira raspou no chão, mas consegui controlar a bichinha e me fui. Ufa! Emocionante. A viagem foi muito agradável, pois, a estrada de pista dupla era muito boa e cheia de curvas para descer a serra. Bom demaaaaaaaaaaiiiiiiissss!

Estava curtindo tanto que naquele anseio de viver aquela experiência não me animei a parar pra conectar a câmera do capacete. Na volta, talvez... Um fato interessante foi que, por toda a descida da serra, vi que existiam “RAMPAS DE EMERGENCIA”. Trata-se de uma área de escape para qualquer veículo que perca os freios ou superaqueça as pastilhas na descida. (como acontece quando se desce a serra de MOGI DAS CRUZES – SP). São rampas em terra, bem amplas que sobem pela beirada da montanha, possuindo mais ou menos uns 30m de extensão e que tem em seu final uma barreira de areia fofa. Muito bem feito e inteligente também. Boa idéia!


ônibus
alegre.











Hora da
Ciesta


Ao chegar a Antigua fui logo a um Internet Café pra dar uma averiguada no Blog que meus queridos hermanos estão a organizar, porque eu sou um palerma em assuntos que dizem respeito a computadores e Internet. Então deixo para eles fazerem o trabalho sujo. VALEU BROTHERS!

Hotel San Sebastian

Logo em seguida, fui achar um hotel: 20 doletas por noite, nada muito caro e, logo que organizei tudo, saí pra bater perna. Depois de fotos e mais fotos, entrei em um mercadão de artesanato onde comprei uma calça de chita de uma senhora índia.


















Tem alguma coisa mais coloridinha aí?

Depois, sentei-me em um Café e há algum tempo estava de papo com uma suíça, Andréa, que se aproximou e começou a falar comigo por causa da música que estava ouvindo. Ela é enfermeira na Suíça e está viajando sozinha, aprendendo espanhol em países diferentes, enquanto trabalha como voluntária em escolas, como professora assistente. Já esteve no México, agora, Guatemala e depois,Venezuela. Gente finíssima! Falou de um passeio para o VULCAO PACAYA, que sai daqui de Antigua; custa $8 dólares e inclui transporte e guia. Na entrada do parque tem-se que pagar mais Q25 (3,50 dólares) para entrar. É um vulcão que está em atividade, e que dizem ser muito bonito à noite, devido ao contraste da imagem da lava. Huahuahuahua, já achei algo pra fazer!!!

Vulcão D'água

De noite me aparece o Asdrúbal, num barzinho em Antigua que se chama MONOLOCO, ou Macaco louco, em português. Ele havia tentado me mandar uma mensagem dizendo que estava a caminho, mas, aparentemente não funcionou. Lá encontramos mais dois amigos dele e, depois de comermos algo, fomos pra parte de cima, onde muita gente se divertia ao som de músicas variadas, bebendo e dançando. 90% do público era de “GRINGOS” , eu me senti como em qualquer lugar dos EUA onde as loiras eram maioria absoluta.
Lá também encontrei a suíça Andrea e ficamos de papo boa parte da noite. Ela me contou que casa dentro de quatro meses e o seu noivo não veio por causa de um acidente de carro na Hungria, quando foi visitar seus parentes de lá. Sabendo que era dentista, ela me disse que muitas pessoas saem da Suíça pra tratar de dente na Hungria por causa do preço. Imagina só: sair do seu país pra tratar de dente na HUNGRIA? Hehehe, soa estranho! Nós nos divertimos pacas e depois fomos pra um After Party em um outro lugarzinho, mas estava meia boca e eu bebinho... tava louco pra achar minha cama.

Boa Noite!!

Fotos em Antígua


















Máscaras de
Jade




Casa de Bernal Castillo



Catedral de Antígua

domingo, 18 de março de 2007

Dia 18 de março

Guatemala - Dia 18, de março

















Novamente levanto às 6 da matina. O irmão do Arturo, o Asdrubal, e eu pegamos as motos e fomos para a costa Pacífica da Guatemala. Depois de uma viagem tranqüila de mais ou menos duas horas, chegamos a MONTE RICO, um vilarejo ao qual só se chega por balsa, porque, segundo informações, a ponte está pra sair há “trocentos anos”. Assim que paramos, o que mais me chamou a atenção foi a areia CINZA. Isso mesmo, as fotos não estão com problema não! Hehehe! Aparentemente, todas as praias guatemaltecas localizadas no Pacífico são assim por causa dos vulcões. É muito esquisito, nunca tinha visto! Além do contraste de um mar bem azul e uma areia quase negra!























Um lugarzinho muito tranqüilo onde há vários ambulantes vendendo de tudo, principalmente frutas! TRANQÜILO, TRANQÜILO! Sem muito a contar, fiquei lá de bobeira até o final da tarde: sol, água fresca e também muiiiiitttta sombra, porque o calor tava pegando.


Caju!
É o Brasil
exportando tecnologia...













Tráfego intenso.
O stress do congestionamento.







Olha aí,
ai o meu guri,
olha aí...










No caminho de volta, resolvemos passar em ANTIGUA para ver como era, já que todos falam muito de lá. Antes de chegar, passamos pela CIUDAD VIEJA, ao pé, literalmente, do VULCAO D’AGUA. Não se assustem, não é de água não! O que aconteceu foi que, por volta do ano de 1550, chuvas torrenciais atingiram a região, continuadamente, por mais de duas semanas. O vulcão se encheu e toda a água que desceu dele, de uma vez, destruiu toda a cidade. Dizem que podia-se contar no dedos os sobreviventes. Daí vem o nome Vulcão d’Água. Ciudad Vieja foi a capital de Guatemala por quase meio século, e a única construção que sobrou de pé dessa época foi a igreja das Mercedes. Ela foi a primeira do país, fundada em 1534. Estranho, não? Com a cidade destruída e muitos mortos, os espanhóis resolveram mudar a Capital para onde hoje é Antigua. Por isso há construções coloniais em Antigua e não em Ciudad Vieja, que ficou abandonada por muito tempo. (Bruno também é Cultura, não esqueçam!)


Chegar a Antigua foi muito bom, parece alguma cidadezinha colonial do interior do Brasil, mas a arquitetura espanhola e ligeiramente diferente da Portuguesa, como vocês podem ver nas fotos. Um lugarzinho charmozérrimo, cheio de turistas de toda a parte do mundo, cheio de bares, restaurantes e pousadas!




Lembra São João del Rey (de longe)








A comida é boa e, como quase tudo na Guatemala, BARATA. Depois daquele tour básico de turista de primeira viagem, dirigimos de volta a Guate, mas eu devo voltar a Antigua pra passar uns dois dias pelo menos, vamos ver. Daqui a pouco vou ao McDonalds pra poder mandar esse e-mail, porque a NET aqui da casa ta bichada! Ah, McDonalds aqui tem (além da entrega em domicílio...) Wireless Internet! Sem mais delongas me vou!



Esse rango tá com uma cara...





















By night...




Caramba, tem quase um boi inteiro aí.




Pizza Guatemalteca