terça-feira, 1 de maio de 2007

Dia 28 de abril a 1 de maio


Lhamas em Las Lajas,Colômbia

Bogotá, Colômbia 28 de Abril a 1 de Maio
AHHHHH, AMÉRICA DO SUL! Uma hora e 15 de vôo até Bogotá! Estou fisicamente a uns 500km da fronteira com o Brasil… deu até pra sentir o gostinho! Hehehe !! Achei hospedagem e saí a caminhar pra procurar um ranguinho. Bogotá é uma cidade grande e, como toda cidade grande, tem seus lado ruins e bons. Mas volto ao assunto mais tarde. Dia seguinte: aeroporto, papelada, anda pra cá, anda pra lá, 11 da matina tava com a moto liberada. Foram todos muito cordiais; alfândega e todos de quem precisei. E, invariavelmente, falavam do Carnaval do Rio e das mulheres! Pó, mulherada, quem mandou serem tão bonitas? E eu tenho que escutar todos os malucos aqui falarem de vocês….. não guento mais!!! Ah, e por falar em mulher bonita, aqui tem sim!! Uma mudança radical da América Central! Ainda não se comparam às do Brasil, mas já é uma melhora incrível! (Observação machista ou mulherenga na visão de alguns, mas, não liga não…é só uma observação do ponto de vista de um homem do sexo masculino, como já dizia o pessoal do Casseta e Planeta).


Levei a bichinha pra lavar…tinha terra até no……. ! Nem te conto, paguei a bagatela de US$ 3,50 e o rapaz que tava lavando, funcionário do “LAVADOR” (como dizem aqui), ficou tão entusiasmado com a moto que ficou ali por mais de hora limpando tudinho. E eu, querendo vazar, tentava gentilmente fazer ele parar, mas ele não arredava o pé! Mal sabia ele que no dia seguinte ela ia estar imunda dinovo!! Nesse ínterim, já tinha conversado com uns quatro ou cinco que se aproximaram e – todos - me perguntaram quanto custava a moto e quanto corria! E, logo depois, falavam da mulherada aí do Brasil! Vou mandar fazer um cartãozinho dizendo: “Nao sei quanto custa, é da empresa! (ah..pra todos efeitos estou aqui a trabalho, escrevendo uma história; foi o único jeito que consegui para me desviar das perguntas indiscretas sobre dinheiro. É que estão sempre perguntando por aqui, tentando transformar tudo em PESOS COLOMBIANOS.) “ A moto corre a mais de 220” “ Sim, as mulheres no Brasil são bonitas sim”; Eu ia economizar um monte de saliva! Aí resolvi perguntar o que fazer e aonde ir de noite.


Todos me mandaram para a ZONA ROSA, que é a parte mais nobre da cidade e mais recomendada a estrangeiros. Também me recomendaram ir de táxi, porque era um pouquinho longe e a noite era mais perigoso. Mas eu, na minha vontade de estar sempre testando tudo, resolvi me aventurar em Bogotá, à noite, sozinho! Lá me fui, e achei o caminho, tranqüilamente (na ida...) Cheguei à Zona Rosa, uma vizinhança ótima, parei a moto num estacionamentinho e fui aonde a muvuca estava. MANEIRÍSSIMO! Centenas e centenas de jovens e adultos reunidos em uma área de uns quatro quarteirões, fechados ao tráfego , cheio de bares , cafés e restaurantes de altíssimo nível, com muita gente bonita, mas muita gente mesmo! E não dá pra contar o número de opções que se tem aqui, valeu a pena! Comida boa, fiquei de papo com umas meninas que faziam uma promoção da DUCATI; estavam sorteando seis Duacti Monsters (pra quem não sabe, é uma moto maneiríssima!) Elas me viram com o capacete e jaqueta e me pegaram de papo. Ahhh, havia esquecido: Bogotá é frio!!! Retornando ao estacionamento começa a chover!!! Dinovo! Tem chovido todos os dias desde que cheguei ao Panamá! Fiquei conversando com os dois caras do estacionamento, esperando diminuir por quase hora e meia… tava caindo o céu! Via só a galera saindo e pagando maior grana pelo estacionamento… bem caro! E eu tentava ir embora e os camaradas não deixavam por causa da chuva, e que eu não precisava me preocupar com o estacionamento, que eles iam tomar conta de tudo. A chuva havia diminuído, mas ainda chovia quando saí e me perdi por quase meia hora. Passei por uns lugarezinhos meio “suspechosos”, mas acabei achando o caminho de volta pro hotel. Estou “craque” em localização! Já rodei Panamá City e Bogotá, tranqüilo, tranqüilo, de noite e na chuva! O resto é fichinha!! Dia seguinte, saio a caminho de Cali e, quando no meio daquela confusão de tráfego, achei meu caminho, resolvi parar pra tomar um cafezinho em um posto PETROBRÁS. Por sinal, existem vários aqui em Bogotá. Me fui… e que viagem!







Meu pai já teve um Corcel I vermelho, por sinal...






























Colômbia é LINDA!!!! Montanha e verde que não acabam mais, as estradas são boas e é o paraíso pra qualquer um que gosta de pilotar (como eu). Para ir de Bogotá a Cali é longe, mas, as montanhas e as curvas fazem parecer mais longe. É muito desgastante, apesar de todo o divertimento e das paisagens novas. Subi e desci a serra umas seis ou sete vezes até alcançar o outro lado para pegar a estrada que leva a Cali. As temperaturas passavam de quente a muito frias, partes de neblina e chuva também! Quanto à segurança, vocês me perguntam? Digo a vocês que é muito mais tranqüilo do que todos pintam; aqui tem MUIIIIIITTOOOO, MAS MUITO policial civil e do exército. Nas estradas se encontram vários postos e barreiras, não dá nem pra contar, mas, fui parado uma só vez, por um grupo do exército cujo componente mais velho deveria ter seus 24 anos de idade! Todos armados de metralhadoras e pistolas, foram muito simpáticos e me fizeram um monte de perguntas curiosas inclusive as acima já mencionadas! Batata… é toda vez!

Cheguei a Cali debaixo de chuva (muita chuva mesmo!) e tomei rumo ao centro da cidade, mas como a visibilidade não estava boa e eu estava cansadaço, resolvi parar em um posto de gasolina pra comer algo. E lá, fugindo da chuva, havia um grupo de rapazes e senhores que tomavam cerveja e jogavam conversa fora. Um deles era estudante de jornalismo e me deu umas dicas de onde ir pra não me meter em enrascada. Também me informou que, se eu precisasse comprar roupa, aqui seria um bom lugar, devido à grande quantidade de indústrias de confecção. Então me dirigi à Avenida Sexta e lá achei um hotelzinho tranqüilo. Saí pra dar uma caminhada, a cidade é bonita sim, pelo menos nessa parte, cheia de lugares simpáticos e meio que mesclados com as bibocas que estão em todo lugar, aqui na Colômbia.




















Estava ficando tarde, comprei algo pra comer e retornei rapidinho, pois já haviam se aproximados meia dúzia de malucos pedindo dinheiro e não-sei-mais-o- quê, não dei muita bola e me fui. Acordei e pé na estrada...

A primeira parte da viagem foi calma, sem muito morro e com estradas excelentes. O dia estava bonito e a paisagem ainda mais. Ao chegar à região de Santander, a uns 60 km do ponto de partida, começa a serra outra vez. Esfria, neblina, chuva... depois sol, esquenta, neblina, chuva e assim me fui até chegar a uma baixada a mais ou menos uns 100 km da cidade de PASTO, onde resolvi parar pra tomar algo. Cheguei a uma vendinha/botequinho na estrada onde uma senhora me diz que suas bebidas estavam todas quentes….Putz, quem me conhece sabe que não tolero nada que não esteja ou bem frio, ou bem quente, nada de morno pra mim. Ao fundo, ouvia-se uma música bem alta pra lá me dirigi. Havia um camarada sentado e uma menina no seu colo, outra deitada na rede e outra sentada ao lado. O camarada ficava só falando: “Que piensas de esa? Guapa? Esa otra e flaquita, esa otra mas gordita, te gusta? Te gusta?” Eu fiquei meio sem jeito mas, desconversei. Todos, muito simpáticos, conversavam comigo, enquanto eu tomava uma Coke. Só que aí saiu mais uma menina, mais outra, a que estava no colo se levantou, sentou-se outra, aumentaram mais a música, cantaram… e eu estava a pensar: “Mas que diacho de buteco é esse? Inocente eu, né? Prestava atenção a uns animais empalhados, pendurados na parede, mas não percebi as pinturas abaixo, feitas a mão, onde um coração todo torto continha as palavras: “SEXO e RUMBA” ….. tum tum tum… Bateu, caiu a ficha! Fiquei ainda uns minutinhos só observando as meninas que não pareciam ter mais de 22 aninhos. Uma até achei que era filha dele, a que estava primeiramente sentada em seu colo. Paguei e me fui!

Cheguei a PASTO, uma cidade charmosinha, cheia de construções coloniais misturadas com prédios modernos, lojas de carros entre outras. Sabia que era a última chance que teria de sacar algum dinheiro em caixa eletrônico. A cidade era uma graça, cheia de gente andando pra lá e pra cá. Ao chegar à praça central, encosto e pergunto a dois policiais que mandavam a galera estacionada em frente da praça debandar, onde poderia encostar a moto porque precisava ir ao banco, e ele me disse: “Aqui mesmo, só não demore muito”. Assim que parei, já juntaram uns 15 curiosos e ficaram olhando, olhando e olhando. Fui rapidinho ao “Cajero” e, enquanto esperava na fila, uma senhora se aproxima e diz pra eu tomar cuidado com a moto, mas não vi nenhum tipo suspeito lá fora, somente pessoas que não estavam acostumados com um visitante tão ilustre..hehehe!

O destino final era a cidadela de IPIALES, a uns 5 km da fronteira com o Equador. Os 89 km que separavam Pasto de Ipiales foram um prazer; curvas e mais curvas, montanhas e mais montanhas.

Parece Minas

















Ao anoitecer, cheguei a Ipiales, onde achei um hotelzinho chamado Bella Noche e, pela bagatela de US$7,50, quedei-me ali mesmo. Era um quartinho ajeitado, com TV, banho quente e uma cama ótima com quatro cobertores ótimos e pesados. Ipiales é frio de verdade, me lembrou São Tiago em julho (quando ainda costumava fazer frio). Choveu quase a noite toda e, embalado pelo som da chuva e por um friozinho gostoso, tive uma das melhores noites de sono dessa viagem toda. Amanheci cedo e o tempo não estava muito bonito, não sabia se tocava ou se ficava mais um dia. Mas, o que fazer? Uma funcionária do hotel me disse pra visitar Las Lajas, uma vila a uns 12 km de Ipiales que é uma espécie de Aparecida do Norte deles aqui. Não estava muito a fim de pilotar na chuva e no frio, então resolvi tirar esse tempo pra ir a Las Lajas e pôr meus diários em dia. Que ótima decisão foi essa!!! Fui a Las Laja conhecer o Templo da Virgem; que lindo e grandioso! Valeu a pena!


Parece alguma coisa européia.





















O caminho é lindo; cheiro de fazenda, montanhas e casebres que me lembraram partes do sul de Minas. Ao chegar à vila, estacionei e comecei a caminhar em direção ao templo e, passando pelo meio de um montão de barraquinhas de artigos religiosos, de indígenas vendendo bugingangas,




me deparei com uma imagem inédita. Alguém em Bogotá já havia me dito que por aqui eles comiam “cui”, que é uma espécie de preá ou cotia… sei lá, pra mim pareceu mais um RATÃO! Vejam as fotos e se alguém souber o que é isso me diga.


Calma! Eu comi foi isso aqui.




















Aqui não é Bahia, mas, tem lá a sua pimenta.

A descida ao Templo foi muito interessante, milhares de placas chumbadas às paredes com agradecimentos por graças recebidas da Virgem de Las Lajas; jovens, adultos, senhores e senhoras idosos se apressavam pra chegar a tempo à missa que estava por começar. Logo na entrada do templo havia uma placa muito interessante com recomendações para quem fosse participar, achei curioso e muito engraçado. Leiam e divirtam-se.



























Na volta passei pelo centro de IPIALES para tirar umas fotos e,





















enquanto estava eu lá na praça central, estaciona esse carro com três camaradas que começam a falar comigo. Quando descobriram que eu era do Brasil, o rapaz no banco do passageiro começa a falar comigo em português... Assustei-me assustei até que soube que ele era colombiano mas, já tinha morado por um ano em PIRASSUNUNGA… Pode uma coisa dessas? Já esteve em Araraquara e Ribeirão Preto! Disse a ele que não estava conseguindo sacar dinheiro no Caixa Eletrônico, então me respondeu: “Não se preocupe, a gente dá um jeitiiinnho!!” Hahaha, me informou de outro cajero e lá, sim, consegui. Valeu, brother!!


Então, retornei ao hotel para poder escrever e arrumar as fotos. Hoje é dia de dormir cedo porque amanhã, faça chuva ou faça sol, estou indo para o Equador! Fuiiiii!!!
Ah! Fato interessante: aqui na Colômbia, os semáforos amarelam antes de fechar e também antes de abrir! Isso mesmo. Todas as vezes que estive parado em semáforos, assim que amarelam, já tem gente buzinando como se estivessem verdes, sem exceção, todas as vezes. (Bruno também e informação pública!)

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Dia 24 a 27 de abril

Fronteira "Sixaola"

Dia 24 de abril, saída de Puerto Viejo.

Como minhas malas estavam prontas, foi fácil montar tudo na moto na terça pela manhã e, após pegar informações sobre o caminho, às 8:30h me fui. O que se passou nessa trajetória do Panama foi o seguinte: minha gordinha me dizia que tinha combustível suficiente pra 80 milhas, mas, pra pegar a estrada principal até a fronteira, eu teria que retornar uns 30km e andar, em direção ao sul, mais uns 40 ou 50 km. Entretanto, se eu tomasse uma estrada alternativa, seriam somente uns 40 km. ADIVINHA? ALTERNATIVO É COMIGO MESMO!
Peguei umas informações mais ou menos e tomei rumo ao sul em direção a MANZANILLO. Só que, antes de chegar lá, teria que tomar uma estradinha que se chama MARGARITA ROAD. Mas, era tão pequenina a entrada e no meio de umas casas que passei por ela sem ver. Somente a alguns uns quilômetros depois foi que me dei conta de que já tinha andado demais. Aí, retorno eu; pergunta de cá, pergunta de lá e, finalmente, achei essa estradinha estreitérrima, cheia de cascalho pelo meio da mata. Coisa mais linda! Até que em um ponto eu me deparei com uma árvore gigaaaaaannnnnte! Tive que parar pra tirar uma fotinho, o carro e minha moto que estão na foto parecem miniatura!

Doze quilômetros depois, encontro a estrada principal e toquei de leve pois, a estrada passava de boa a horrorosa em questão de segundos. O dia estava lindo e nem liguei. Mais uns trinta quilômetros e chego à fronteira. Estava um pouco ansioso pra ver como minha experiência nessa fronteira seria... sempre fico. Essa se chama SIXAOLA, e já vou adiantando, foi a mais tranqüila pela qual já passei. Assim também dizia o guia do LONELY PLANET; que essa fronteira era uma ótima opção para quem procurava uma travessia mais tranqüila devido ao baixo fluxo de pessoas.
Do lado da Costa Rica, entreguei a papelada e me cancelaram a permissão da moto e carimbaram meu passaporte. Os dois policiais da fronteira me pegaram de papo e depois de fotos com a moto e perguntas variadas, me mandaram seguir por uma ponte estreitíssima, toda em tábuas de madeira, não muito bem encaixadas por sinal.
Tive que atravessar meio que com os pés arrastando porque, se saísse da linha, estava fudido! Especialmente porque não havia grade de segurança ao lado e o tombo era de mais ou menos uns 30 metros. DESPACIO, DESPACIO, devagarinho, atravessei. Chegando ao lado do Panamá, estacionei a moto do lado de uma casinha onde uns três agentes que já chegaram cheios de curiosidade e me assistiram com tudo que eu precisava. Aliás, eu necessitei de algumas copias de documentos que eu já possuía, mas que estavam perdidas em algum lugar dentro de minha bagagem. E desmontar tudo não me pareceu uma opção plausível. Então, perguntei onde se faziam cópias e um dos senhores se ofereceu pra me acompanhar a um mercadinho mais adiante. Quando fui pegar meu capacete que se encontrava na bancada da guarita, ele me disse: “Pode deixar aí, ninguém vai tocar não, nós somos da aduana!” A idéia de ter meu capacete lindinho roubado não me agradava muito, mas, em um voto de confiança deixei e o encontrei no mesmo lugar. Estranhei não haver um monte de gente querendo cambiar moeda e, antes de fazer as cópias, perguntei a ele onde trocava meu dinheiro pela moeda local. Foi então que acabei descobrindo que a moeda do Panamá também é o dólar americano. Na verdade, as notas são de dólar e as moedas são “BALBOA” , o nome da moeda nacional, que tem o mesmo valor do dólar, porém com tamanho e cunhagem diferente.
Chegando ao mercadinho, (pra variar, de chineses...), comprei uma aguinha e fiz minhas cópias. Em 10 minutos tive todos os papéis em perfeita ordem, sem ter que pagar nenhum tostão e me fui. Ahhhhhh, que beleza as estradas! Eu pensei que, por estarmos tão longe de Panamá City, no lado do Caribe, eu ia encontrar umas estradinhas miseráveis como em TODA a Costa Rica, mas, NÃO! O asfalto era lindo e toquei em direção a PUERTO ALMIRANTE, o vilarejozinho onde tomaria a balsa para o arquipélago de BOCAS DEL TORO. Minha gordinha piscava no painel pedindo combustível, marcava 30 milhas até se acabar a gasolina. Meu mano Ivanzinho já teria tido um ataque do coração!! Ele é do tipo que, se a gasolina abaixa de meio tanque, já fica procurando posto de gasolina.. Hehehe, ia pirar se viajasse comigo! Até me lembrei de um episódio do SEINFELD em que o maluco do Kramer foi fazer um test drive e fez o vendedor entrar na sua loucura e adrenalina pra ver até onde eles conseguiam andar antes de o combustível acabar... Hahahaha!!
Bom, fui tocando, fui tocando e o computador de bordo só apitando, até que achei um posto de gasolina faltando somente 10 milhas para eu parar. Ufa! Ah! Vocês precisam ver o quanto o Panamá é verde... consegue ser mais verde que a Costa Rica! É LIIIIIINNNNNDDDDDOOOOO!

















E com a estrada boa, beirando o mar do caribe pelas montanhas, consegui aproveitar bastante a paisagem ao invés de ficar prestando atenção nos milhões de defeitos da estrada, como tinha que fazer no “buracão”, quero dizer, Costa Rica. PS: Bruno também é guia de turismo, então, um conselho pra todos: Vão à Costa Rica, se tiverem que passar por lá! Caso contrário, há outros paises na América Central que são tão bonitos quanto ela e muito mais baratos, com muito melhor infra- estrutura, menos poeira e com gente muito mais simpática e amável. Costa Rica é o pais mais desenvolvido da America Central? LADAINHA, de maneira nenhuma… até entrei numa discussão com um americaninho, surfista, que estava fazendo maior propaganda da Costa Rica pra um grupo de turistas australianos que acabavam de chegar. Quando pedi um único exemplo de qualquer parte da infra-estrutura pública que fosse melhor que da Guatemala, por exemplo, ele não conseguiu me dar! Quase todos os dias faltava luz, em muitos faltava água , as estradas são de ruim a péssimas, e tudo muito caro. Essa história de desenvolvimento é papo de AMERICANO que inflacionou o mercado imobiliário, vendendo propriedades que antes valiam 10 mil dólares que agora estão na casa dos 300 mil. (Info passada por um advogado que encontrei num restaurante). É bonito e tal, bem selvagem, mas não tem nada que não se encontre em vários outros lugares da América Central mesmo.
Voltando ao Panamá: cheguei a Puerto Almirante por volta das 11 da matina, e descobri que o Ferry pra Bocas tinha saído às 7 da manhã, e que - talvez - houvesse outro à 1:00 pm. Fui pedir informação na guarita e me disseram que “hoy no hay”, não existe um negócio fixo; às vezes tem, e às vezes não tem. Eu não ia esperar até o dia seguinte...












Então peguei a estrada em direção à cidade do Panamá. E que viagem agradável! Verde que não acabava mais, cheiro de mato, e uma estrada cheia de curvas e paisagens exuberantes: da costa oeste à leste, passei por dentro de quatro reservas florestais. Gostaria de ficar mais tempo, mas estava decidido a chegar à cidade do Panamá e tomar rumo à América do Sul.
Quase chegando ao lado do Pacífico, cruzei com dois malucos em bicicletas carregadas. Acenaram para mim e eu imediatamente freei e retornei, indo ao encontro deles. Era um casal de franceses, Christelle e Jeremie, que venderam tudo na Franca e estão dando a volta ao mundo de BICICLETA!


Programaram para dois anos a viagem inteira. Já estão há nove meses rodando, já passaram pela África e América do Sul (com exceção do Brasil). Daqui chegam aos EUA e de lá voam pra Austrália, Nova Zelândia, China, Mongólia etc e tal. Dêem uma olhadinha no site deles que tem todo o itinerário, diários e fotos também; só que ta tudo em francês. (Mari Mansur.. pra ti vai ser bico, né?) Check it out: http://www.lemondeavelos.com/ Isso sim é que é aventura.
Eles me disseram que estão loucos pra fazer todo o Brasil de bike, mas, como o país é muito grande, irão retornar à América do Sul exclusivamente pra rodar o Brasa! Me convidaram pra acompanhá-los e servir também de guia. Putz, eu ia adorar! Estendi o convite ao meu maninho, Samuhka, que adora andar de bike.
Lejos, largo, far away a tal Cidade do Panamá! E ainda o tempo fechou e a chuva começou a cair forteee!!! Rain Gear e me vou… 200km depois pára de chover e abre o maior sol! Parei na cidade de SANTIAGO. Mais uma que é da família e não sabia! Vocês nem acreditam o que comi: McDonaldssssss!!!! Depois, tiro Rain Gear e toco. A partir de Santiago a estrada vira dupla e toco o pau. Passei por um pedágio e logo depois um policial me parou pra averiguar tudo. Foi super simpático e me liberou rápido.












Mais próximo à Panamá City há uma série de praias, algumas particulares, em condomínios, e outras públicas… tava cansadaço e até pensei em achar um lugar e passar um dia na praia, só pra não dizer que não conheci nada no Panamá. Mas, mudei de idéia, fazia tempo que não andava e... putz, mano…. Time is running out! Cruzei o Canal na Puente de las Americas e uns 6km depois estava no centro da Cidade. Já era noite, mas, queria perguntar sobre o frete da moto para a Colômbia. Então, decidi ir ao terminal de carga do aeroporto, a uns 20k do centro. Queria saber tudinho que era pra adiantar. Fui à Copa Airlines que me informou que eles tinham um vôo semanal e que saía aquela noite. Putz…. Pensei, vou ter que passar uma semana aqui! Mas, felizmente, havia uma outra companhia que voava diariamente, a GIRAG, que estava fechada, e teria que retornar no dia seguinte.
Blá, blá , blá... retornei, achei um hotelzinho, e,14 horas depois de ter deixado Puerto Viejo de Talamanca, Costa Rica, fui recompensado com um bom banho quente e uma comidinha local. Ahhh, Panamá é bem baratinho… mas bem mesmo, em relação à Costa Rica.
Acordei de manhã, com a zoeira das buzinas, carros e ônibus. Por falar em ônibus, é bom saberem que todo o transporte público na América Central é feito por esses ônibus, que eles chamam de “chiken buses”, são sempre coloridos e com música Torando na maior altura. Mas, aqui no Panamá, eles levaram a pintura dos ônibus a um outro nível: o artístico!




























Eles competem entre si e os motores são todos turbinados e barulhentos. Então, resolvi retornar ao terminal de carga e lá conversei com a gerente de exportação. Ela falou:”Amanhã é quinta, não tenho espaco no voo, mas tenho pra sexta. Só me traga a moto aqui na sexta, antes das 10 da manhã, que ela sai daqui de noite e às 8 da manhã do dia seguinte você pode pegar ela em Bogotá.” Putz… rapidaço! Aí eu pergunto se tínhamos que fazer algum papel, uma reserva ou algo assim; e ela me olha e me diz: “La garantia soy yo!” Hahaha! A cidade do Panamá e muito maneira mesmo, pena que choveu todos os dias e não deu pra sair durante o dia pra tirar fotos.. I’m Sorry!! Cada chuva de arregaçar!




















Assim que retornei ao hotel peguei minha câmera, capacete e, quando pisei fora do quarto, explodem aqueles trovões que mais parecem bomba. E tome chuva! Só parou à noite, quando pequei minha Gordinha e fui a uma península, um bairro, da cidade. Maravilhoso! Bares, restaurantes, lojas, iates e mais iates. Lindo! Lembrou demais Fort Lauderdale! Mais tarde, um americano que conheci no lobby me disse que Panamá City é conhecida como Mini Miami! Concordo! Tem as parte ruins é lógico, mas, é cheia de avenidas e ruas bem arborizadas, prédios lindos em frente ao mar! Show!
Dia seguinte fui ao Porto de Balboa pra ver como seria mandar por navio… LONG STORY SHORT : era muito demorado e complicado! E tome chuva na cabeça! O tempo fecha em minutos e... tome água! Noite: ranguinho no Hard Rock Café, em frente ao mar. Depois, hotel e cama! Amanhecendo, fui logo cedo levar a moto porque meu vôo para Bogotá saía às 11:00 da manhã. Vapt Vupt, foram todos muito eficientes fazendo a papelada, pesando e tal e ainda me deram uma carona pro aeroporto que é longe pacas.

FUUUIIIII, ADEUS, AMÉRICA CENTRAL!


segunda-feira, 23 de abril de 2007

Dia 16 a 23 de abril

Orquídea em Punta Uva

Dia 16 de abril, noite…

A festa ontem ficou pra outro dia, tava pregadaço, e ficamos só de papo com um grupo de israelitas. Há mais de vinte aqui em “Tranquilo”, um pessoal extrovertido e divertido. As meninas israelitas são muito simpáticas e bonitas ! Mais tarde um pouquinho, chegaram as duas inglesas, gente finíssimas que havia encontrado em Montezuma, a Alexa e a Haley (igual ao cometa...). Aliás, encontrei um montão de gente que já havia encontrado antes, desde a Nicarágua. Parece que a galera faz meio que uma via sacra, passando pelos melhores lugares em cada país, e todos acabam se encontrando novamente. Eu e Haley ficamos montando um castelo de cartas que, por sinal, caiu várias vezes até que conseguimos terminar. “BLOODY HELL”, reclama a Haley, “faltaram cinco cartas pra terminarmos! Tiramos fotos e pratiquei bastante o sotaque inglês… tão bonitinho!


No dia 17, depois daquele cafezinho básico, o programinha de praia. Na parte da tarde retornamos ao hotel onde encontramos o Walter, aquele holandês que havíamos encontrado em Montezuma. Nós nos juntamos a ele e às inglesas e cozinhamos um rango, e por ali mesmo nos quedamos. Já era 11 da noite quando resolvi empacotar as coisas pra sair de madrugadinha, bem cedo, de viagem em direção à costa do Caribe a um lugar chamado Puerto Viejo de Talamanca, a uns 60 km da fronteira com o Panamá. Amanhã, dia 18, é aniversário da Sarah, a Canadense que conhecemos em Montezuma. Ela irá celebrar em Puerto Viejo e resolvemos nos encontrar por lá.

Dia 18, 4:30 da matina.Levantei com o despertador e fui fazer um café. Heidi ainda ficou de bobeira no quarto porque é uma grande “Schlaft Mutzer” ou “Sleepy head” ou Dorminhoca. Amarrei tudo na moto e às 5 e pouquinho pegamos a estrada em direção a Paquera, onde tomaríamos o ferry das 6 para Punta Arenas. Mas, chegando lá, eles haviam cancelado o das seis e tivemos que esperar até as oito, o próximo. Lá mesmo no porto tomei um café da manhã bem reforçado e típico da América Central: Gallo Pinto (uma mistura de arroz com feijão preto bem sequinho), ovos mexidos e torradas.

Sentado na sombra, esperando o horário do ferry, conheci uma galega de Cape Cod, Massachussets, que já estava na Costa Rica há mais de 6 meses e, por isso, sua jornada havia chegado ao fim. O dia estava espetacular e fiquei no lugar mais alto do ferry, só curtindo a paisagem. Aí se aproximou um grupo de cinco tiozinhos do Wyoming e começaram a bater papo comigo. Eram todos motoqueiros, mas nunca se aventuraram pras bandas de cá. Ficaram todo o tempo de duração da viagem fazendo perguntas sobre os países e dificuldades pelas quais passei, porque estão programando retornar com suas motos, no próximo ano. Trocamos endereços de e-mails e tiramos fotos.

Partimos em direcao a San Jose, uma cidade bem grandinha e moderninha em relação às outras trocentas que cruzei na Costa Rica. Mas também não é lá grandes coisas não. Depois de conseguir informação decente para meu destino, achei a estrada Braulio Carillo que vai até Limon, e essa foi a melhor estrada que encontrei por aqui. Apesar de ser simples, tinha pelo menos um acostamentozinho! Putz... muita carreta a 10 km/h e ultrapassagens foram, na maioria das vezes, um pouquinho chatas. Quando chegamos aos limites do Parque Nacional Braulio Carillo….WAW!!!!!!!! uma região de montanhas imensas, cobertas pelas mais densa floresta tropical que há no país. Uma das pessoas a quem pedi informação aconselhou-me a não ficar parando na estrada pra sacar fotos porque era perigoso, pois, os malandros ficam de butuca nos lugares mais bonitos e panorâmicos só pra limpar a turma. Então, acabei não tirando nenhuma foto na estrada. Mas, a paisagem e tão deslumbrante que vocês não fazem idéia. Samambaias tão grandes que - sem exagero – a gente poderia fazer o teto de uma cabana usando só uma meia dúzia de folhas dessas samambaias. (Imagens disponíveis no Google Images… maravilhas da internet!) Infelizmente não vou ter a oportunidade de retornar pra fazer um hike até um hotel no ponto mais alto do parque, onde há um alojamento em se podem alugar redes ou dormir em colchonetes no chão. Segundo o Guia da Discovery (Lonely Planet), os guardas florestais não permitem que se inicie a trilha depois de 10 da manhã porque, em média, leva-se 8 a 10 horas pra alcançar o alojamento, principalmente porque todos os mantimentos e água têm que ir na mochila. Talvez na próxima!!!
Às 5 da tarde,chegamos a Puerto Viejo de Talamanca e fomos ao hotel que Sarah havia nos informado; chama-se Rocking J’S, e pertence a um americano muito doido do Arizona.

































É um lugar em frente ao mar em que se pode abrigar muita gente, tem barracas, redes e alguns poucos quartos. O lugar ta sempre abarrotado de mochileiros e surfistas do mundo inteiro. A decoração é única, vocês vão ver nas fotos que lugarzinho mais doido! Aqui também encontramos mais gente conhecida: duas outras canadenses e um grupo de australianos que anteriormente havíamos encontrado em Motezuma.


Festa, fogueira na areia, violão, cerveja e aí vocês já viram, né? Festa pouca é bobagem! Ahhhhh, detalhe: Sarah mandou um e-mail dizendo que não conseguiriam sair de Dominical e que iríamos perder a festa que aconteceria lá! Tudo beleza, sem grilo!
No dia 19, pela manhã, já acordei e fui dar um pulinho no mar, que fica aqui em frente e é cheio de corais e piscininhas, mas não é muito bom pra nadar.



Depois que a Schlaft Mutzer da Heidi acordou, acabamos nos encontrando no café aqui do lugar e fomos a PUNTA UVA. Ahhh, que coisa linda! Mais uma vez me lembrei de Belize: água transparente, areia branca e muito reggae! Aliás, é só o que se escuta aqui por essas bandas. Aqui e onde a população negra da Costa Rica reside. Na costa do Caribe, ouve-se o “Garifona” e também o “Patwa”. Devo ter passado umas seis horas na água e outras quatro na rede, em frente aquele mundão de água transparente e areia branca.

Dori teria inveja...



















No dia 20, chegamos a um vilarejo mais ao sul ainda, chamado Manzanillo, onde fomos recebidos com muita cortesia pelos locais e resolvemos comer algo.


















Mandioquinha frita e cerveja…. Quando pedi replay na porção de mandioca, putz, tinha acabado a YUCA, mas, o garçonzinho, bem simpático, querendo agradar de todo jeito, me mandou esperar um pouco. Dez, quinze minutos e nada dele aparecer… até que voltou com uma porção de um aperitivo local: “poquitos de Paracones”, que são uns mini-barquetes de PLANTANOS VERDES FRITOS, recheados com diversas iguarias, incluindo peixes, camarões, feijão, queijo, salsicha e outras coisas mais… Delícia!


Após enchermos a pança de leve, tomamos uma trilha até Punta Mano, que é a última praia antes do Panamá. Porém, como já era tarde e não daria pra ir e voltar antes de escurecer, voltamos. Não alcançamos a tal da praia, mas essa trilha foi descrita pelo guia do Lonely Planet como o lugar mais intocado do país. Tirei algumas fotos pra vocês verem. Pela trilha avistamos iguanas diversas, pássaros mil, e um único bicho preguiça que, lá no alto, de costa pra mim, parecia estar congelado. Nas prainhas do caminho nem um sinal de poluição, nem um papelzinho, nem uma bituca de cigarro. Lindíssimo e selvagem! Água de coco não falta, é só conseguir derrubar os danados! Valeu a pena!




Hoje já é domingo, dia 22, (Domingão!) e os últimos três dias foram quase um replay dos anteriores; praia, sol, água, frutas e muito papo com muita gente que ainda nem sei o nome. Aqui no Rocking J’s é um ótimo lugar pra se encontrar pessoas: durante a noite tem fogueira (feita pelos funcionários...) e uma cantinazinha que ta sempre cheia, todas as noites, onde o som come solto.














A VIDA TA DIFICIL… TO COM UMA VONTADE DE TRABALHAR QUE NAO IMAGINAM! Como dizia meu amigo Arturo na Guatemala… “Às vezes me bate um sentimento de irresponsabilidade que me faz sentir tão bemmmmm!!!” Hehehehe!
Ontem, sábado à noite, eu e Heidi fomos achar algo pra comer e o dono de um restaurante “internacional”, o Andrew, nos disse que hoje seria o último dia de funcionamento do restaurante na temporada e, por isso, o bufet seria com tudo que eles tivessem…Ai que fome!!! Nós nos reunimos com dois ingleses, a Charlotte e o David, e fomos lá comer. A Charlotte e o David são primos e compraram aquela passagem aérea com que se pode dar volta ao mundo com quatro paradas por continente. Estiveram já na Tailândia e tudo mais. Amaram lá e disseram que até se sentiram mal por ser tudo tão barato. Contaram que faziam refeições à base de lagosta, camarões e peixe todos os dias, e o preço médio que pagavam era em torno de 1 (UN, UM, UNO, ONE...) euro por refeição!! BARAAAAATO!! Bom, voltando ao assunto: O restaurante tava lotadaço e nos puseram numa mesinha lá no fundo, em um jardim onde havia uma meia dúzia de mesas, todas lotadas. Fui me servir e na volta tem-se que passar por um corredorzinho escuro que tem um degrauzinho de mais ou menos uns 10 cm de altura… adivinha o que aconteceu? Bom de prato cheio na mão, chutei o desgraçado com toda a força… AAAAAIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!! Foi tão forte a batida e a dor foi tanta que achei que havia quebrado o dedão! E tome gelo no pé!


Tive que esperar uns 10 minutos antes que conseguisse comer algo, mas, assim que tive condições… COME, COME, COME... pra esquecer a dor. Exxxxcelente, tinha rango de todo tipo: comida típica caribenha, tailandesa, árabe etc. Saí de lá triste de tanto comer. Voltamos ao hotel e às 9:30h já estávamos todos fazendo meia noite. Vou voltar a escrever somente de Bocas Del Toro, uma ilha no Caribe Panamenho. Amanhã cedinho Heidi retorna pra Guatemala porque tem que encontrar a Bettina e tomar o avião de volta para Alemanha, e eu me vou mais uma vez solo. Vou sentir falta dessa maluquinha! O lado bom e que já tenho lugar pra dormir em dois lugares diferentes da Alemanha..hehehe!!! Fuiiiiii

Segundona, dia 23, acordamos às 5 da matina, pois ia levar a Heidi ao “centro” onde pegaria o ônibus de retorno a San Jose. Ficamos ali de papo até que o ônibus chegou, em cima da hora. Tiramos umas fotos e nos despedimos; Heidi chora de lá e me emociono também. “ Girl, you are a sweetheart, and I hope to see you soon, I’ll miss my travel companion, crazy, wonderful girl you are!!”
O ônibus ficou parado no ponto mais ou menos uns 50 segundos, só o suficiente pra galerinha subir e já se foi! É estranho o sentimento da possibilidade não se ver mais as pessoas que conhecemos e a quem nos apegamos... ou as vermos em um tempo muito distante... na grande maioria dos casos, as chances de reencontro são pequenas e isso me deixou um pouquinho introspectivo e triste. Mas, a vida é assim mesmo, né? Tudo depende de hora e lugar.
Retornei ao hotel e tirei uma soneca porque ainda eram 5:45 da matina. Ao acordar fui arrumar toda minha tralha... AI, QUE CONFUSAO! Depois de conseguir amarrar tudo na moto, tomei um café ali mesmo no restaurante e saí atrás de combustível. O computador de bordo me dizia que havia gasolina suficiente pra rodar 40 milhas, ou seja, mais ou menos 60 km. Bom, em Puerto Viejo não tem posto de gasolina e o mais próximo era a mais ou menos uns 50 km na direção oposta à que eu precisava ir. Mas, me indicaram uma casa na cidade que vendia gasolina… LONG STORY SHORT: rodei um tempão tentando achar o lugar e, quando o encontrei… só havia um galão de combustível, mais ou menos 3,4 litros. Mandei ver! Aí já era quase meio-dia e, ao retornar ao Rocking J’s, o Eric (um dos sócios) me recomendou esperar até o outro dia porque já estava um pouquinho tarde pra tentar ir ao arquipélago de BOCAS DEL TORO. Fiquei por ali mesmo, nadei um “cadim” e, mais à noite, reuni com um grupo de australianos e neozelandeses e ficamos de papo até altas horas. Boa noite! Ou melhor: “PURA VIDA”! É, aqui na Costa Rica não se diz tchau, hasta la vista, ou qualquer outra coisa, se diz Pura Vida, o que é um tipo de “Axe”, “Aloha” ou qualquer coisa assim.Então, PURA VIDA pra vocês!!!